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Créditos: joncockley

Hoje começa o XXVIII Festival da Pinga, Marvada, nossa famosa cachaça que sempre rola na belíssima cidade de Paraty, no sul do rio de Janeiro. O Festival vai do dia 19 de agosto até o dia 22, próximo domingo, e como não poderia deixar de ser, vai ser regado de cachaça.

Qualé desse Festival modafoca?

Bom, nada melhor que a cachaça para representar esse país chamado Brasil. E a história entre a cachaça, Paraty e evolução, economia do país é bem antiga, vem antes do ano 1600. Antes disso, sua produção foi proibida muitas vezes, mas com o tempo se tornou muito bem sucedida.

Por meados do ano de 1600 a cidade já exportava pinga pra Europa, tendo vários engenhos produtores de aguardente funcionando na época.

Créditos: Flip Festa Literária

E o Festival da Cachaça vem contar essa histórias para nós, com muita música, artesanato, comida típica e, claro, aguardente.

Mais detalhes do festival

Ao todo serão sete alambiques com oito marcas participantes, são elas:

  • Corisco
  • Coqueiro
  • Engenho D’Ouro
  • Paratiana / Mulatinha
  • Maré Cheia
  • Murycana
  • Maria Izabel

A cidade espera lotar todos os albergues e hotéis, com um aguardo umas 20 mil pessoas passando pelo festival. O bom é que é tudo gratuito, com classificação livre, mas claro, vão fazer de algum jeito um monitoramento para menores não beberem.

Um ponto bom também é o show do grande Alceu Valença no sábado, dia 21 de agosto lançando seus grandes xotes, entre outros ritmos folclóricos que ele sabe fazer muito bem. O show vai ser na área pra shows (ó, não me diga) da Praça da Matriz, que fica no Centro Histórico da cidade.

Mas nem tudo são flores

Sempre temos pontos fracos, nesse caso falarei da parte hoteleira, principalmente sobre albergues que pesquisei. Encontrei albergues com bons preços nessa época, saindo por R$25 a diária, mas por causa do festival os malandres lançaram um valor de uns R$215 por TRÊS DIAS, sendo o mínimo pra fazer reserva.

Ou seja, você é um trabalhador, que se foda né, porque não pode ir pro albergue e não vai pagar três dias pra ficar uma noite. Pecaram muito nessa parte, mas fazer o quê.

Programação do Festival

Abaixo o que vai rolar durante os quatro dias de festival:

Dia 19/08 (quinta-feira)

  • 20h00 – Abertura / Banda Santa Cecília
  • 21h00 – Quadrilha Unidos Farta
  • 21h30 – Projeto Viva Viola
  • 23h00 – Banda Operários do Reggae
  • (DJ Marino nos intervalos)

Dia 20/08 (sexta-feira)

  • 18h00 – Os Coroas Cirandeiros
  • 19h30 – Cia de Dança & Arte Paraty
  • 20h30 – Dedeca Zen e Banda
  • 22h00 – Silvério Pontes e Zé da Velha
  • 23h30 – Banda Os Fanfarrões
  • (DJ Marino nos intervalos)

Dia 21/08 (sábado)

  • 10h00 – Coquetel do Samba
  • 12h00 – Ageu (Voz e violão)
  • 14h00 – Ari e Erivelton
  • 16h00 – Nosso Bloco
  • 18h00 – Grupo de Danças folclóricas de Tarituba
  • 19h30 – Maracatu (Palmeira Imperial)
  • 20h30 – Grupo Chama Maré
  • 23h00 – Alceu Valença e Banda
  • (DJ Marino nos intervalos)

Dia 22/08 (domingo)

  • 10h00 – Herdeiros do Samba
  • 12h00 – Cirandeiros Os Caiçaras
  • 13h00 – Grupo Choro das 3
  • 15h00 – Wilsinho (Voz e violão)
  • 17h00 – Fabio Biggie
  • 18h30 –Grupo Choro das 3
  • 20h30 – Ciranda Elétrica
  • 23h00 – Bebeto e Banda
  • (DJ Marino nos intervalos)

Presença do Papo de Bar

Cachacas e barris do Festival da Pinga em Paraty

É tudo nosso...

Créditos: Clarice

Bom, eu e meu nobre camarada Jeremy Joseph, nosso mestre cachaceiro, estaremos lá no evento. Chegarei no sábado de manhã e volto no domingo de madrugada, não consegui nenhum lugar pra ficar, então vamos pra curtir um dia só, o do show do Alceu e aproveitar pra degustar umas cachacinhas.

Farei um post depois contando a saga de ida e volta (se eu voltar). Passarei algumas horas, praticamente sem dormir, quase virado e bebendo cachaça e comendo comidas típicas.

E vocês? Algum de vocês vai pro evento? Vamo que vamo, aquele abraço.

  • eXpadaXim

    Puuuutz… queria mto ir provar umpouco das danadas de Paraty…. pena que agora q a faculdade vai começar a fikr em carga maxima nao poderei… Fik pro proximo ano, mas peço q tds virem uma por mim hehehe

  • Raul B P

    Conheço muito bem a cachaça de Paraty, a primeira do Brasil é ter uma proteção de orgem, a Indicação Geográfica, reconhecida pelo governo em 2007, coisa que nem a cidade de Salitas tem ainda, só pediu em dezembro de 2009…Conheço muito bem a cachaça de Paraty, a primeira do Brasil é ter uma proteção de orgem, a Indicação Geográfica, reconhecida pelo governo em 2007, coisa que nem a cidade de Salitas tem ainda, só pediu em dezembro de 2009…
    A Indicação Geográfica é uma forma de proteger a qualidade e reputação de um produto em relação a sua origem e características regionais. Os produtores que participam tem que concordar em seguir regulamentos de produção, com práticas controladas e altos padrões de qualidade para garantir um produto final superior. Isso é semelhante ao sistema de vinho AOC da França ou DOC da Itália.

    Mas esqueçamos tecnicidades ou de rivalidades regionais e vamos falar de (boa) cachaça.

  • raul

    EU (opniao pessoal) prefiro cachaças equilibradas para colocar em meu bar, ou seja, gosto que elas sejam versáteis, que sirvam tanto para degustar puras quanto para drinques.
    Assim, em primeiro lugar, em Paraty, tenho a ENGENHO DO OURO, repousada em barris de jequitibá.
    O alambique de cobre do Sr. Norival é estremamente bem cuidado e bem montado. Tudo brilhando ao contrário de alguns que visitei em MG e que nunca foram desmontados para limpar corretamente as partes internas.
    A competência do produtor e seu asseio permite o contato do mosto com o cobre durante a destilação, o que melhora a cachaça.
    Considerando para beber pura apenas, a Paratiana, do Paulo Eduardo é maravilhosa também, em especial se for a da Safra de 1999, que ficou uns bons anos em barris de carvalho envelhecendo.
    Branquinha, bem branquinha, adoro a tradicionalíssima Coqueiro, que fica fantástica em drinques. Preparo um tipo de caipirinha com ela e gotas de sumo de lima da pérsia, sem açucar.
    A Maré Cheia (não confundir com a principesca Maré Alta) eu ainda não provei apesar de ter uma garrafa em meu bar, mas quem provou, já aprovou.
    Em Paraty quase todos os produtores controlam os elementos voláteis, o carbamato de etila, o cobre etc e tal, sendo quase todas, ótimas cachaças.

  • raul

    A triste exeção é a # Murycana # que, por sua vez, não faz parte da Indicação Geográfica pois ela não se adequa as normas e controles da IG, nem quanto a qualidade do produto nem quanto aos controles de procução. Creio inclusive que ela não mais produz, mas apenas envasa, comprando cachaça a granel de outros locais e só "envelecendo" (caramelo?) uma parte para depois vender.

    A Muycana já foi uma grande cachaça mas hoje está decadente e, simplemente, não recomendo.

    Por fim, FUJAM DA MURYCANA!!!

    Abraços e bons brindes

  • http://www.alandavid.com.br alan david

    caraca, mas que festival relax..é uma boa oportunidade de conhecer diversos tipos de malvadas..