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Créditos: Ludmila Tavares

Fala, sedento!

Um dia desses, estava de passagem pelo Rio de Janeiro e enquanto via o telejornal local, soube de uma exposição que acontecia no MAM (Museu de Arte Moderna). Estava sem fazer nada e resolvi ir. Cheguei até lá, muitíssimo bem acompanhado por uma lourinha bem gostosa (e que não é a cerveja), e comecei a visitar os estandes.

Vi de tudo…

Um militar falando de um avião não tripulado de reconhecimento, uns nerds empolgadaços com as aplicações para a vida moderna da física nuclear, protótipos de armas com munições não-letais (essa é pra assustar os babacas que bebem e saem causando tumulto nas ruas), alimentos orgânicos, robôs para passear por dentro de tubulações, usos das energias renováveis e até mosquitos, barbeiros e células infectadas pelo HIV no microscópio.

Depois de uma longa caçada…

Depois de mais de uma hora de passeio, quando já estava pensando no caminho de volta ao hotel, eis que passo em frente a um estande que dizia: CACHAÇA. Eu estava sonhando. aquilo não era esperado. Um produtor de cachaça no meio de uma feira de inovações tecnológicas?! Aquilo era muito surreal! Como era de se esperar, parei nele e o que vi foi ainda mais surpreendente do que a simples ideia de ter um estande como aquele ali no meio.

A bela cachaça 3 Praias

A cachaça 3 Praias me impressionou imediatamente. Primeiro, as garrafas. Desenhos belos, atraentes e que chamam a atenção. Depois, a “provinha”.

Cachaça 3 Praias Prata

A versão prata, envelhecida em tonéis de aço inox, é cristalina, escorre rápido pelo copo e tem um aroma (ou como alguns querem que eu diga aqui, bouquet) bem característico. Tipo aquele que provoca a cara de “minhanossasenhora” nos não iniciados.

O aroma…

O cheiro é forte, sim e sinceramente, não me pareceu muito apetitosa na primeira fungada. Mas já que estava ali, não podia fazer desfeita. Na boca, por incrível que pareça, a sensação é bem melhor do que o cheiro anunciava. Ela não queima, tem um sabor bem forte no início, mas desce macio e o final é um leve sabor de cana.

Cachaça 3 Praias Ouro, medalha de ouro…

A próxima foi a versão ouro, envelhecida em barris de carvalho. A cor é um âmbar bem fechado e a textura tem uma certa oleosidade. O bouquet (gostou?) é muito agradável, apesar de não ter nada de cana. Me lembrou um pouco o cheiro de mato.

O paladar… Ahhhhh, o paladar…

Ao provar, a sensação foi ainda melhor. A cachaça envolve toda a boca, é suave na língua, o sabor da madeira usada no envelhecimento é bem pronunciado, mas não chega a atrapalhar a experiência. Ao final, o gosto característico das boas cachaças fica por bastante tempo na boca.

Ao ver a minha expressão de puro deleite, o Sr. João chegou e disse: “Gosta de cachaça?” Isso foi o suficiente para iniciar uma boa conversa, onde falamos sobre tudo: desde o processo de fabricação, a preparação do solo, o plantio da cana, a água utilizada e até sobre cachaças de “cabeça, coração e rabo”. Ele me disse também que a 3 Praias é produzida em Bom Jesus do Itabapoana, no norte do estado do Rio de Janeiro e que o nome da bebida – quem conhece o litoral do Espírito Santo deve ter desconfiado – é uma homenagem às Três Praias, que ficam em Guarapari.

Spray de cachaça?

O Sr. João ainda falou sobre o design inovador das garrafas e me apresentou a cachaça em spray. Isso mesmo! Em Spray! Segundo ele, a garrafinha de 100mL foi concebida para a gastronomia, fazer flambados e tal. Mas a minha mente festeira já olhou para a lourinha e visualizou alguns “body shots“, barganhas para trocar borrifadas por beijos daquela gata numa micareta e algumas outras aplicações. Como diria um amigo meu, dono de bar: Sensacional!

Finalizando

Ao final, o que sobrou foi mais uma amizade nascida sob a bênção da cachaça, mais uma garrafa para a minha coleção, e a certeza de que o ato de beber conscientemennte e com responsabilidade pode ser mais uma fonte de cultura, uma forma de aumentar o seu círculo de amizades e a certeza de mais momentos felizes em sua vida. Depois disso, foi só ir embora com a lourinha ao volante, ambos felizes da vida e com mais histórias para contar.

Até a próxima!

Sobre o Autor

Jeremy Joseph é o alterego de um publicitário blogueiro e petroleiro que apesar do nome "agringalhado", gosta da brasileiríssima cachaça (entre outras coisas), mulheres, noitadas, viagens, festas e de combinar isso tudo para escrever em uma coluna do Papo de Bar.

  • Carlos Portuga

    Amigo fiquei com agua na bouca(ou melhor com cachaça),sem provar o conteudo e que acredito nas suas provas,fico pelo formato das garrafas.Otimo artigo e abraço.

  • http://juicim.blogspot.com Juice

    Ótimo artigo… Realmente achar cachaça numa feira dessas é um sonho…. Abraços…

  • http://www.papodebar.com/ Dono do Bar

    Já estou me imaginando com esse spray de cachaça, espirrando até no suvaco, pra incorporar a cachaça mesmo…

  • Luiz.

    plágio da 3 pipas!!!

    xDD

  • Thiago Bousquet

    Adorei o artigo muito bem discrito.

    Parabens e eu posso fala bem sobre o produto no qual conheço e muito.

    Parabens Jeremy Joseph

  • http://www.cachacariamelnaboca.com.br Luiz Blanco

    Também conheci a 3 praias em BH expocachaça. Sem sombra de dúvida seu artigo é todo correto e oportuno.Em breve vou disponibiliza-la em minha cachaçaria em Rib.Preto. Se vier por estas bandas, já fica o convite.