Designer gráfico e desenvolvedor web, apaixonado pelo néctar dos deuses, por aquilo que Benjamin Franklin descreveu assim: "A cerveja é a prova viva de que Deus nos ama e nos quer ver felizes."
Acompanhe os artigos deste autor via RSSSeção(ões): Colunas, Mestre Cervejeiro
Créditos: Tambako the Jaguar
Antes da virada de ano, vamos falar um pouco sobre cerveja e de um movimento que muitos aqui podem desconhecer.
Todo mundo sabe aqui que cerveja está na moda. Não, não estou falando das cervejas, digamos, “normais“, vendidas nos botecos, como Skol, Brahma, Antarctica, Itaipava, entre outras. Estou falando das cervejas artesanais. E esse “modismo” tem um culpado, o movimento chamado “The Craft Beer Renaissance”. E esse movimento modafoca mudou a história da cerveja no mundo inteiro e não somente no Brasil.
Traduz-se como Renascimento da Cerveja Artesanal, e como o nome sugere, o movimento levanta a bandeira do resgate das tradições modafocas de produção de cerveja. De um lado temos o movimento que fomenta a produção de artesanal, bem cuidada, meticulosa, paciente e pouco se lixando pelo gosto padronizado das “normais” que faturam vários $$$, e de outro temos as “normais“, que junto ao mercado consumidor, esquecem esses estilos devido ao sucesso da tecnologia de produção em larguíssima escala.
Créditos: meseontour
Graças a Deus e aos curiosos sobre cerveja, que não se satisfazem consumindo esse arroz com milho aguado que temos em grande maioria nos botecos de hoje no Brasil. Hoje já é possível encontrarmos nas prateleiras de supermercados cervejas, tanto nacionais quanto importadas, de qualidade insuperável e mensurável, e o melhor, produzidas artesanalmente.
Hoje no Brasil nós podemos ver mais de 60 microcervejarias e, sem dúvida, essa proliferação é consequência do movimento “The Craft Beer Renaissance“. Temos como exemplo as conhecidas Baden Baden, de Campos do Jordão, a excelente Eisenbahn, de Blumenau, aqui no Rio temos a Mistura Clássica e a Devassa como exemplos, todas elas nos brindando com sabores e aromas diferenciados e que eram praticamente inéditos no Brasil.
Eu incluiria nessa lista as cervejas da Colorado, magníficas, assim como algumas da Falke e também a Vilã, de meu camarada Armando Fontes. E degustar cervejas como a Red Ale da Baden Baden, a Demoiselle da Colorado, a Strong Golden Ale da Eisenbahn, Falke Monasterium, entre outras, é uma experiência gastronômica sensacional, fantástica.
Créditos: andreamary
Existem mais de 30.000 estilos de cervejas catalogadas, mas acredito que todos aqui saibam que se englobem, todas elas, nos grupos Ale (cervejas de alta fermentação) e Lager (baixa fermentação). Entre as Ales podemos identificar vários estilos, como Stout, Pale Ale, Red Ale, entre outras. E dentro do grupo das Lagers temos as Pilsners e Bocks.
Essas expressões não possuem relação com o teor alcoólico da cerveja, mas sim com o local onde a levedura atua nos taques de fermentação. A diferença prática entre Ales e Lagers, produzidas com espécies diferentes de leveduras, está no paladar. As Ales possuem maior complexidade de aromas e sabores e são mais frutadas, enquanto as Lagers ganharam o público por serem mais secas e refrescantes.
Créditos: SonOfJordan
Por isso o brasileiro bebe muito as cervejas “normais“, que são muito boas no que se propõem a ser, refrescantes no calor infernal do litoral brasileiro.
Há também um mundo à parte que é o das cervejas Belgas. Experimente uma Trappist modafoca e autêntica e constate a peculiaridade das sensações que vêm da Bélgica.
Créditos: BeerTales
Essa é mais uma boa consequência do movimento “The Craft Beer Renaissance“, o chamado homebrewing, que na Europa, Eua e alguns países latino-americanos como nossos hermanos argentinos, essa cultura já está definitivamente resgatada. São inúmeras lojas virtuais de vendas de insumos e os sites com informações sobre cervejas artesanais caseiras.
Os adeptos desse magnífico hobby são grandes testemunhas do prazer de degustar sua própria cerveja e do surpreendente potencial de qualidade de bebida feita em casa. Eu diria que é como nossos filhos, é legal ver crianças e tudo mais, mas quando é nosso, temos um orgulho e sabemos que é de ótima qualidade. É um outro mundo a se desvendar…
Fico por aqui querendo saber de vocês sobre o assunto. Alguém aqui já criou sua própria cerveja? Conhece alguém que já fez isso? Você faria? Lembrando que temos o curso da Confraria do Marquês, que fiz nesse ano e é excelente. Aquele abraço.
Artigo original escrito por Mauro Nogueira da Confraria do Marquês e adaptado por mim.
Designer gráfico e desenvolvedor web, apaixonado pelo néctar dos deuses, por aquilo que Benjamin Franklin descreveu assim: "A cerveja é a prova viva de que Deus nos ama e nos quer ver felizes."
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Cassio Godinho 29/12/2009 às 12:10
Acho muito foda isso de cervejas artesanais.
O problema é morar no interior do interior do interior, não existe loja especializada nem cursos.
Acho ate pouco provavel que alguem da minha cidade saiba que exista mais cervejas diferentes das "normais".
Tiago Belê 29/12/2009 às 19:10
Só não fiz minha cerveja ainda por falta de tempo, dinheiro e um conhecimento mais aprofundado. A cada dia que passa fico mais apaixonado por cerveja, experimentando os mais variados estilos e marcas… Ainda tenho muito o que conhecer, mas quem sabe 2010 não tenho minha própria cerveja! hehehe
Fabio Soares 30/12/2009 às 5:55
existe uma comunidade no orkut sobre cerveja artesanal que é muito boa (uma das poucas comunidades úteis). o forum bomba!
no brasil ainda é muito limitado o acesso aos ingredientes (malte+lúpulo+levedura), mas é possível. nos eua é bem mais fácil encontrar uma brewstore; aqui só conheço três lugares onde comprar: campinas, porto alegre e juiz de fora. nenhuma na cidade de são paulo onde moro ![]()
Rafael 30/12/2009 às 15:59
30 mil ESTILOS de cerveja???
acho q não hein. . .
Mestre Cervejeiro 04/01/2010 às 9:19
@Cassio fato meu nobre, mas o foda é que não tem mercado nessas cidades do interior geralmente, é um investimento muito alto, com muito risco de não ter retorno.
@Tiago é bem legal cara, mas dá muito trabalho, no início vc fica com vontade só de beber mesmo e foda-se
mas dps q fica pronta, irado
@Fabio tem varias nas mais diversas redes sociais, sempre sai coisa boa ![]()
César 15/01/2010 às 21:49
Moro em uma cidade onde as pessoas parecem não apreciar cerveja, mas bebem por falta de opção. Bebem as mesmas 1 ou 2 marcas populares de botecos, com uma espécie de vasilhame de isopor em volta, para manter temperatura, e tem que ser em copo pequeno, para não dar tempo de esquentar. Só bebem estupidamente gelada, e torcem o nariz se alguém fala de outras cervejas, bem melhores.
Se alguém deste site pudesse me ajudar, indicando algum site sério onde se possa comprar canecos de vidro para tomar cerveja. Tem que ser de vidro grosso e pesado, com asa logicamente, e capacidade de 600 ml ou mais.
Um abraço!
P.S. mesmo em capitais, alguém sabe dizer porque nunca mais se vê nas prateleiras cervejas Budweiser americanas, DAB alemãs pu Birra Moretti italianas, que eram comuns até a metade da década de 90?
A cerveja e seus tipos › Papo de Bar. Sua revista oficial sobre Bebidas Alcoólicas. 18/05/2010 às 9:24
[...] pouco de cevada.E existem grandes cervejarias nacionais participando desse movimento que falamos, o Movimento “The Craft Beer Renaissance”, buscando a produção de cervejas de qualidade, artesanal. Dentre elas podemos citar a Eisenbahn, [...]
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