Bebedor assíduo, escritor viciado, contador de causos e frequentador fervoroso dos bares do RJ. Acredita que a Revolução Francesa foi planejada num bar e que Garrincha tinha as pernas tortas por conta da cachaça. Sabe muito bem quando algo é muito ruim, mas não tem bom gosto.
Acompanhe os artigos deste autor via RSSSeção(ões): Papo de Bêbado
A loira que queria me conhecer se chamava Camila. Marcamos uma reunião na casa dela, eu, meus dois amigos, ela e suas duas amigas.
Encontrei Timão e Pumba em Botafogo e de lá pegamos um ônibus até a Barra da Tijuca. Por conta do trânsito, foram três horas de viagem. Eu suei tanto, que parei num shopping para comprar uma camisa nova e um desodorante.

Assim você me mata...
Créditos: Lindas Mulheres
Assim que Camila abriu a porta, quase desmaiei. Vestidinho preto, salto alto, cabelo solto e a pele bronzeada. Ela tinha tudo o que uma dançarina do Faustão precisa.
- Cheiro de homem… Adoro! – ela disse logo após me dar dois beijinhos. Como não tinha dinheiro, eu comprara o desodorante mais barato da farmácia.
Fomos para a sala e lá estavam as outras duas amigas dela. Sentamos em casais. Elas abriram uma garrafa de vodka de marca boa, ofereceram frutas, amendoim, ovo de codorna e energético.

Gostosas fúteis...
Créditos: Josh Moore
A casa era gigante. Seu pai era desembargador do Tribunal de Justiça. Ela disse que ia fazer concurso para ser juíza e que teria a ajuda do pai. As amigas eram interesseiras, mas iam fazer concurso para o Ministério Público. Também com a ajuda do coroa de Camila.
Camila era o tipo de patricinha que não precisava ralar na vida. Nenhuma educação, pouco conhecimento e sempre com papos supérfluos. Carro importado, viagens para Buenos Aires e Europa. Compras em Nova York. Gostava de sertanejo, axé e samba paulista. Tudo no melhor estilo banal, bonita e burra. Para supervalorizar sua beleza, cai dentro da vodka.
Camila colocou um funk carioca. Elas iam até o chão. Timão e Pumba tentavam acompanhar, mas a nossa veia nerd, de jogadores de Counter Strike, só nos davam molejo no mouse, não na cintura.
Pelo braço, Camila me levou para a varanda. A vista era para a praia. Imaginei que seria romântico.
Estava enganado.

Agora fudeu... Literalmente..
Créditos: Jacopo Guenzi
Meu coração batia em ritmo de festa. Festa duro.
Eu fiquei tonto. Olhei para a sala e vi as amigas de Camila agarrando-se enquanto Timão e Pumba assistiam sentados no sofá. Coisa que só a vodka faz.
Camila ligou a hidro, serviu-me um copo de vodka com energético. Assim que a as bolhas começaram, ela não perdeu o tempo e desatou o único nó que segurava o vestido. Eu, de nervoso, meti a mão num pacote de amendoim e virei tudo de uma vez.
Não vou entrar em detalhes, mas posso reproduzir uma das coisas que Camila me perguntou:
É… eu estava muito nervoso.
Bebedor assíduo, escritor viciado, contador de causos e frequentador fervoroso dos bares do RJ. Acredita que a Revolução Francesa foi planejada num bar e que Garrincha tinha as pernas tortas por conta da cachaça. Sabe muito bem quando algo é muito ruim, mas não tem bom gosto.
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9 brindes realizados no Post: "A Triste História do Homem Bem Dotado: Capítulo 4"
Abreu Loco 03/11/2011 às 19:08
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Po cara, mo vacilao tu hein
Armando Moya 03/11/2011 às 21:37
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Fazer o quê, né?
Gabriela Lima 04/11/2011 às 10:14
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Quaaaaaaaaaaaaaaase que ele consegue.
Armando Moya 06/11/2011 às 2:14
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ele tá tentando.
beijos, fã número um.
Tiago 06/11/2011 às 21:30
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eai eai??? hahaha ta ficando bom!
Armando Moya 07/11/2011 às 19:25
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Tá acabando.
Lucas 20/11/2011 às 22:08
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Cara passando da hora de postar um novo em?
Mas os textos sao otimos, parabens ao autor.
Mé do Moya 22/11/2011 às 21:46
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enviei os dois últimos capítulos hoje mesmo.
Neuma 23/11/2011 às 15:45
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Gosto muito das histórias do blog. Ansiosa pelo próximo capítulo. Parabens!!!