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Créditos: Allan Filgueira

Mais um drink especial pra vocês meus nobres, com história e receitas. Primeiro vamos com uma frase:

Se algum dia você vier a se perder na selva africana, nada de desespero. Sente-se sobre uma pedra e comece a preparar um Dry Martini. Eu garanto: em menos de 5 minutos vai aparecer alguém dizendo que a dosagem de gim e vermute está errada.

Disse um tal de Ernest Hemingway, famoso bêbado frasista,espécie de Jardel do álcool, que, nas horas vagas, era um dos maiores escritores da história, sobre a grande polêmica que acerca a receita do Dry Martini.

Dry Martini, a bebida mais famosa do mundo…

Créditos: h1r0

Acredito que, se você está aqui nesse site, lendo atento aos posts, você já ouviu falar milhões de vezes sobre Dry Martini, ou simplesmente Martini pros íntimos, porque, segundo o ibope, o ibge, o datafolha-se e o a.a., essa é a bebida mais famosa do mundo! Quiçá do sistema solar…

O Dry Martini é, também, uma das receitas mais antigas que se tem notícia (dos tempos de Dercy cabaço) pois foi criada, oficialmente, em 1910, no hotel Knickerbocker (Não! Não é Kickboxer!) por um barman chamado John Martini (Obviamente o nome não foi uma coincidência, né?) que queria agradar o mega-magnata Jon Rockfeller, que se hospedara no hotel.

Filho do Martini Rosso?

Créditos: Fico della Girandola

Há quem diga que o Dry Martini é uma variação do Martini Rosso que é de 1863, italiano de Turin, Criado por um Tal de Alessandro Martini. Mas essa história é mais turva e menos oficial.

É fato que o Martini não é um drink pra ser tomado num bar com a galera, depois do jogo, ou simplesmente pra confraternizar, pois, como ja diz no nome (Dry), é seco, bem seco, o que sugere uma degustação mais lenta e comedida, geralmente num momento mais introspectivo da nossa vida (ou vocês não sabiam que o psicológico influencia o degustar da bebida?), e, talvez por isso, seja a bebida predileta de inúmeros escritores renomados por aí. Aliás, um deles gostou tanto da bebida que escreveu um livro inteiro só sobre Dry Martini. O livro se chama “Stirred, Not Shaked!” e o autor é o glorioso John Doxat (Sim, outro John!).

Meu nome é Bond, James Bond…

Créditos: Jeannie.H

Falando em notáveis fãs do nosso DM não podemos esquecer do agente secreto mais conhecido de todos os tempos, ele mesmo! Bond, James Bond, baby! Só que ele toma uma derivação clássica do nosso clássico original, que é feito com vodka, e eu também vou soltar a receita!

Vamos começar as receitas então?

Agora chegou a hora que vou dar a cara pra baterem, e vou soltar as receitas!

Dry Martini Clássico:

  • 60 ml de London Dry Gin
  • 60 ml de Vermute Seco

Dry Dry Martini:

  • 110 ml de London Dry Gin
  • 10 ml de Vermute Seco

Vodka Martini:

  • 60 ml de Vodka
  • 60 ml de Vermute Seco

Preparo:

  • O Dry Martini deve ser servido numa taça de haste fina, préviamente gelada (Deixe-a no freezer por uns 20 minutos.);
  • Evite uso de gelo, para não macular a bebida;
  • As Bebidas também devem estar resfriadas;
  • Misture as bebidas num mixing glass.
  • NÃO BATA NO SHAKER, PELAMORDEDEUS!

Opcionais:

Créditos: swingdodger

  • Muita gente passa um limãozinho na borda da taça e cola um salzinho nela!
  • Muita gente mergulha uma azeitona na bebida!
  • Muita gente decora com um twist de limão (casca de limão cortada retorcida)!
  • Muita gente piga de uma a três gotas de limão!
  • Tem gente que ao invés da azeitona mergulha uma cereja!

…Experimente e escolha seu modo preferido!

Obs. Final:

Cubos de gelo ajudam a misturar as bebidas no mixing glass, e podem ser usadas APENAS NO MIXING GLASS, e depois jogadas fora sem ir pra taça. Mas como eu disse: Macula a bebida, no caso específico de bebidas secas.

Sobre o Autor

BarMANIAC é só mais um simples alcoolista que resolveu ser o produtor de seus próprios vicios e prazeres "uma dose pro cliente, uma dose pro barman, outra dose pro cliente, outra dose pro barman".

  • Clibas Chasseraux

    Uma versão menos glamorosa do drink, mas que propago como mai realista, é de que gin é como pinga na Inglaterra (e como a aguardente de qualquer pais) e deselegante de se beber pura. Coloca-se então o menos possivel de Vermute seco (Noilly Prat o melhor) de modo que mude o seu aroma mas não seu gosto (de gin!) e acrescente um monte de escritores alcolatras que amam gin mas são inteligentes o suficiente para notar somente isto no Dry Martini e tem-se este mitológico cocktail.

    Dry martini é o melhor cocktail que existe! (mas o sabor é horrível!)

  • http://www.papodebar.com/ Dono do Bar

    Interessante hein Clibas. E bem curioso ser o melhor sendo que o gosto é horrível :D

  • http://www.rafaelbar.blogspot.com Marina

    O Dry não é só um clássico dos coquetéis, este é o coquetel mais puro que existe.

    Que torçam as línguas venosas que não possuem papilas degustativas tão apuradas para saborear esta mistura seca, mistura essa que tem parte psicológica devida a baixa quantidade de vermute que se apresenta.

    Não tem como desejar vida longa aos que eternizaram tal delícia de norte americano, encontram-se mortos após gozarem de feliz momentos escritos e partilhados.

    O Dry é uma bebida de confraternizar sim, como muitos escritores confraternizaram e partilharam seus textos reunidos em volta de uma taça bem servida deste coquetel.

    Bêbados, sim. Porém com noção daquilo que falavam e eternizaram. Se o velho foi ao mar, foi para realizar um sonho. Se Bond pede batido é com o intuito de provocar. Se o Dry é tão misterioso é no intuito de ser eterno.

  • Claiton

    Olá amigos estou curioso para saber o que da aquele efeito esfumaçado em alguns drinks, e onde ou como se faz … se puderem me ajudar agradeço

    • BOBRODRIGUES

      nao seria o gelo seco abraço

  • Marcio

    Faltou contar a história completa. Segue aqui, transcrita do http://www.apep.org.br/revista5.php?not_id=6027: “Por volta de 1910, no fervilhante bar do Hotel Knickerbocker (rua 42 com Broadway; fechou em 1921 por causa da lei seca), John D. Rockfeller pediu que lhe fizessem um drinque jamais experimentado por qualquer pessoa. O barman, um latino de nome Martinez, pensou “ – Que hombre seco! E para los secos, nada mejor que gin!”. Jogou, então, uma pitada de vermouth num copo com gim, gelou a combinação e serviu o ilustre cliente. Rockfeller, diante do cocktail extremamente seco, teria dito “ –Dry, very dry, Martinez!”. Surgia ali o dry martinez, hoje Dry Martini.”

    • barMANIAC

      Boa, Márcio!

  • fabiano xavier lima

    Essa é uma mistura que pede um momento calmo e com lentidaõ. uma degustaçaõ apurada. um drink com amigs em casa ou só em um bnar, tão seco quanto ele mesmo.

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  • Lu Benites

    Tento ter alguns exemplares no meu Barzinho, mas é impossível armazená-los tanto tempo!!!

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