Arte Moderna e cerveja: uma crítica diferente!

“Veja uma uma crítica diferente sobre o tema Arte Moderna e cerveja. Design de algumas latas pela visão do renomado Milton Glasser e Afonso Tresdê. Confira!”

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“Folheando o New York Times, da varanda do meu flat na 5th Avenue, me deparei com esta matéria interessantíssima sobre arte moderna e cerveja…” Caí da cama e acordei na frente do computador, lendo o NY Times online… Enfim, encontrei uma matéria MUITO legal com Milton Glaser, uma lenda do graphic-design, criador da famosa arte I ? NY.

Milton Glasser, arte moderna e cerveja

No alto dos seus 84 anos, Milton também é criador da identidade da Brooklyn Brewery e fala com sabedoria sobre o que acha da criação artística e os rótulos de cerveja:

“tenho uma teoria que a maior parte de um projeto, em geral, é a criação de afeto”

Ele acredita que a criação de um rótulo deva ter um “Q” de amadorismo.

“Você não quer parecer uma Budweiser. Isso cria um paradoxo: como você deliberadamente cria a ilusão de não saber o que está fazendo quando na verdade você está!?”

Abaixo alguns rótulos que o mestre do design analisou (ou meteu o malho…) sobre o tema arte moderna e cerveja. Eu também resolvi dar uma de entendido e dei meus palpites, acompanhem:

MIKKELLER BEER HOP BREAKFAST – Copenhagen

Milton Glaser

“Isso representa uma espécie de design contemporâneo dinamarquês com este desenho pseudoprimitive. É um semicartoon, provavelmente derivado de livros infantis mais do que qualquer outra coisa. Parece amigável, embora, na minha opinião, não tem nada a ver com a cerveja.”

Tresdê

“Se não for de limão, feita no quintal da casa do tio-avô, não serve! Não funciona. Uma bosta”

SIXPOINT RESIN – Brooklyn, N.Y.

Lata e copo da cerveja Resin

Milton Glaser

“Ele tem uma identidade de marca tradicional, que se parece com muitas que existem, mas a complexidade e o esquema de cores se difere um pouco. Os relâmpagos não fazem sentido. Todos os elementos juntos não estão realmente funcionando.”

Tresdê

“Dois comentários: parece energético e o Milton não fala nada-com-nada.”

EVIL TWIN BREWING HIPSTER ALE – Brooklyn, N.Y.

Milton Glaser

“Eu acabei de fazer a identidade para a sétima temporada de ‘Mad Men’. Este rótulo parece que saiu daquele período. Mas está mal feito, em termos de sua complexidade. Ainda assim, parece fora de lugar, e isso é um dos critérios essas cervejas artesanais parecem estar preocupados com”

Tresdê

“Nosso amigo ~desainer~ meteu o malho na parada, quem sou eu para discordar? E uma cerveja hipster… deve ser uma merda!”

SMUTTYNOSE FINESTKIND IPA – Portsmouth, N.H.

Milton Glaser

“Esses dois velhotes mal encarados certamente não representam uma bebida sofisticada. A intenção é, basicamente, chocar o espectador. A idéia de ‘você não sabe o que está fazendo’ é realmente amplificada aqui.”

Tresdê

“Eu curti os velhotes, mas tem cara de cachaça de parati, não de cerveja.”

DOGFISH HEAD 90 MINUTE IMPERIAL IPA – Milton, Del.

Garrafa da cerveja Dogfish

Milton Glaser

“A superfície deste é tão desagradável. É uma espécie de aspecto irregular, como o alimento que não tenha descido bem. Para mim, esta é a antítese da idéia de sabor refrescante. Mesmo que isso trasgrida a suposição, ainda não cria uma sensação de expectativa sobre o beber “.

Tresdê

“A linha absoluta da mediana ocular intrinseca faz parecer uma garrafa de molho inglês ou algo pra botar na comida japonesa. Mas eu experimentaria.”

UINTA BREWING CO. HOP NOSH IPA – Salt Lake City

Milton Glaser

“Parece um pouco como os rótulos produzidos durante os anos 30. Ele tem uma referência a um produto agrícola, mas não necessariamente de cerveja. Há um certo charme inocente nisso. Se a minha teoria sobre a criação de carinho é verdadeiro, então isso pode ser um imperativo para comprar essa cerveja “.

Tresdê

“Concordo com o lance “old school”, mas tá me parecendo mais vinho do que cerveja… talvez um ‘keep cooler’ das antigas… mas não cerveja”

FLYING DOG BREWERY GONZO IMPERIAL PORTER – Frederick, Md.

Milton Glaser

“Com este desenho de Ralph Steadman, a idéia de transgressão e resistência e mau gosto é elevada a seu nível mais óbvio. É também uma espécie de lidar com a masculinidade, figuras heróicas e à morte. Há uma narrativa real. É uma demonstração de que esta cerveja não está jogando pelas regras.”

Tresdê

“Achei MUITO bacana! Compraria fácil essa cerveja. Curto esses rótulos artísticos, mesmo que eu não entenda nada de arte e não veja nada de ruim na arte de Romero Brito…”

KIUCHI BREWERY HITACHINO NEST WHITE ALE – Naka, Japan

garrafas

Milton Glaser

“Coisas japonesas sempre se mosntram como se tudo está no lugar certo; este não chega a parecer assim. Parece que tudo começou com uma idéia japonêsa e, em seguida, quebrou-se. É a intenção de ser diferente. Acho que isso é o que o próprio produto está tentando dizer: Nós quebramos as convenções e, portanto, nós somos diferentes e incomuns.”

Tresdê

& #8220;Rótulos japoneses são quase sempre psicodélicos ou MEGA tradicionais… esse não é uma coisa nem outra. E não curto garrafinhas anãs. Mas achei bunitinho… experimentaria só pra saber que é ruim!”

LEFT HAND BREWING CO. NITRO MILK STOUT – Longmont, Colo.

Milton Glaser

“Este é ousado porque é muito diferente da maioria dos rótulos de cerveja existentes. Não tem nenhuma referência específica à cerveja. Poderia ser um remédio, um creme para as mãos, qualquer coisa. É de fato apenas uma opção de fazê-lo em branco sobre preto. O produto é distinguível de tudo o que está ao redor.”

Tresdê

“De fato parece qualquer coisa, mas se estiver em uma prateleira com outras cervejas, vai me chamar a atenção. Ela passa uma coisa de ser uma cerveja extremamente densa, forte, uma Stout com maltes de whisky, uma Wee Heavy ou Scotch Ale, com alto teor alcóolico. Qualquer coisa diferente disso é decepção.”

BREWERY OMMEGANG WITTE – Cooperstown, N.Y.

Milton Glaser

“Certamente não se parece com uma cerveja americana, mas parece que tem algumas referências de manufatura – a cor é estranha e não convencional, o que ajuda a distingui-la. A qualidade da silhueta das duas figuras é convincente. Alguém sabia como representar isto sem parecer amador.”

Tresdê

“Eu até curto uma Witbier, mas esta ai não chama a atenção por nada. Ficaria na prateleira e só seria consumida caso fosse a única que eu ainda não houvesse bebido.”

SPOETZL BREWERY SHINER BOCK – Shiner, Tex.

Milton Glaser

“Não dá pra dizer se é uma cerveja comercial, de grande volume, pequeno, ou se é artesanal. Mesmo que seja convencional, é memorável. O ângulo das letras e o amarelo produzem algo que você pode se lembrar. Não é peculiar.”

Tresdê

“O rótulo me parece o resultado do sexo entre uma Schin Bock e uma Kaiser… ou seja: CORRAM PRAS COLINAS!”

Finalizando

E você, concorda com o Miltão ou comigo, ou com os dois? Diz ai nos comentários o que achou dos rótulos. Já bebeu alguma? Conta pra gente!

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  • Fabiana Carvalho

    Já bebi algumas das cervejas acima, como as da Hitachino e da SixPoint. Antes eu ia muito pelo rótulo da cerveja (às vezes tenho essa péssima mania), mas raramente me decepcionei nas escolhas. Acho que de todas, a DogFish é a mais estranha, não sei se é pelas cores, ou pela distribuição e falta de elementos no rótulo. Ela realmente parece algum tipo de molho.

    • Não compro cerveja geralmente por causa dos rótulos, mas ele pode me fazer mudar de ideia, com certeza 🙂