Cachaça com sushi

Fala, Sedento!

Dia desses, eu estava curtindo um dia de folga, quando chegou um email com um convite para o evento de um restaurante japonês de Vitória. O convite ainda me dava direito a um acompanhante, que também aproveitaria todas as regalias sem precisar despender um centavo sequer. Aí pensei: vou chamar uma gata e fazer uma bela cena com ela. Só que os planos nem sempre saem como o esperado.

Caçando mulheres

Homem telefonando no orelhão

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Créditos: Luiz Marques

Perto do dia do evento, eu já havia ligado para quatro mulheres e tomei um fora de todas. A maré não estava nada boa. Neste meio tempo, o organizador ficava me pedindo para dar o nome de quem me acompanharia e eu só enrolando, dizendo que confirmaria em breve. No dia do acontecimento, continuava sem ninguém e a contagem já estava em seis a zero.

Eu parecia o Gabriel, O Pensador na música 2345meia78. Faltando duas horas para o evento começar, desisti e resolvi assumir a ingrata tarefa de ter que levar um amigo e convidei, mandei o nome e tudo. Mas, como eu disse antes, os planos nem sempre saem como o esperado.

Facebook salvando vidas…

Camiseta da Facebook

Já estava quase pronto, quando vi um “like” de uma mulher que eu ainda não conhecia em meu Facebook. Logo em seguida, um pedido de amizade. Aceitei. Era uma baiana arretada, alta e de cabelos pretos que disse que me viu na foto através de uma amiga em comum e resolveu adicionar.

Neste momento, coloquei todo o intelecto e toda a lábia para funcionar e tentei levar a conversa para onde eu queria: um convite para jantar. Papo vai, papo vem e… ALELUIA! Ela aceitou sair comigo. E o melhor: ela é dona de uma loja ao lado da minha casa, que por sua vez, fica bem próximo ao restaurante.

Não poderia ser melhor. Terminei de me arrumar, liguei para o brother, que entendeu na hora ter sido vetado da parada, liguei para um outro amigo que já estava lá e pedi que incluísse o nome da gata. Fui.

Até que chega a hora do encontro…

Chegando na porta da loja, veio ela. Que morena! Quase 1,80m de altura, corpaço, rosto lindo e traços que lembram a Pocahontas. Quase não acreditei. Começamos a conversar e ela ainda era super divertida e alto astral. Bom demais! Fomos para o restaurante e a cara de espanto do meu amigo foi hilária. Eu a apresentei para quem conhecia e ela, com toda a sua desenvoltura, já foi se expandindo.

Mulher gata cachaceira, trabalhamos

Portrait of young beautiful woman lying on the bed

Wow!

Créditos: Yuliya Sariy

Ficou tão à vontade que até pediu uma cachaça. Isso mesmo. Ela pediu uma cachaça. E ainda me perguntou qual das opções deveria escolher. Eu, que não sou bobo nem nada, recomendei, das que estavam disponíveis, a Tulha envelhecida em barris de carvalho, mais conhecida como Tulha Ouro. Ela é uma cachaça com uma fermentação muito boa, bem suave e o envelhecimento em carvalho dá a ela um sabor bem suave e macio.

Papo vai, papo vem…

Começamos a beber, nos descontrair, eu a ensinando a usar os hashis, falando de cachaças, pedindo mais doses, conversando com o resto dos presentes sobre a ação do restaurante, sashimis, makimonos, guiozas e social media. A cachaça ficava cada vez mais gostosa e a gata mais desinibida. A mesa esvaziou e fomos continuar a noite em um bar com música ao vivo em outro lugar.

Conversamos mais, nos divertimos, bebemos mais cachaças e nos aproximamos tanto, que já deixamos uma nova noitada para degustar cachaças marcada.

Nossa despedida…

Homem mordendo mulher

Isso sim é despedida

Chamei um táxi, a deixei em casa no fim da madrugada e voltei para casa com cada vez mais certeza de que muitas vezes, os planos não dão certo à primeira olhada porque os resultados bons mesmo ainda estão por vir.

É isso. Nunca dirija depois de beber para que você possa ler meu próximo post.

Até mais!

P.S.: Quero ver você falar o título deste post três vezes, em voz alta, sem errar.