Cachaceiro frito. Jeremy Joseph na rave.

Mais uma vez, eu fui dar uns bordejos no Rio de Janeiro para conhecer todas as possibilidades que só a Cidade Maravilhosa pode me proporcionar.

Estava em casa sem fazer nada e me veio o convite: “Aí, irmão, vamos pro Rio?” Então saímos de Vila Velha, ES eu e Ivo Neuman (ele mesmo, o maluco do TRETA) com destino ao Rio de Janeiro para curtir uma rave (pronuncia-se “reive”). Fomos com a cara, a coragem e o Carlos Carbura Miranda, lendário Unozinho propriedade do Ivo, apenas com poucas roupas na bagagem, reservas em um albergue, alguns telefones de amigos e parentes e muita disposição.

Grande Lapa

Bairro da Lapa

Viagem tranquila, chegamos ao nosso destino já no meio da noite e tivemos a primeira boa surpresa: a mulher mais incrível que já cruzou nossos caminhos nos esperava para nos oferecer um apartamento aconchegante, bem montado e no coração da Lapa, bairro boêmio da cidade. Sem falar no endereço, que não poderia ser mais apropriado: Rua dos Inválidos, ao lado do IML (Instituto Médico Legal). Qualquer coisa, era só mudar de cama!

Como não poderia deixar de ser, foi só o tempo de jogar as coisas no apê, tomar um banho e aproveitar o que restava da noite no Lapa 40°. Um lugar muito bem estruturado, muita gente bonita, caipirinhas bem feitas e uma caipivodka de maracujá digna de várias repetições. Fomos embora junto com os primeiros raios de sol e com o lixo que era posto para fora. Algumas horas mais tarde nos prepararíamos para a tal rave.

Como bom anfitrião da cachaça

Passei o dia mostrando algumas de minhas melhores receitas com cachaça para os amigos, jogamos conversa fora e à noite fomos junto com nossa maravilhosa anfitriã e alguns amigos em direção ao inesperado Clube Ginástico Desportivo do Rio de Janeiro, lugar onde aconteceria a rave. Chegando lá, começou a despencar o céu sobre nossas cabeças. Era muita água! Mesmo assim, as pessoas pareciam não se importar muito e eu menos ainda. Procurei logo alguma coisa para beber e como não tinha nada com cachaça e as únicas opções eram cerveja e água mineral, Não me restou outra alternativa: fiquei com os dois!

Foto Infinity

No campo de futebol society, muita decoração psicodélica brilhando sob a luz negra, dark psytrance rolando solto até que a chuva falou mais alto e calou o equipamento dos DJs depois de dar curto-circuito em algumas fiações. Mais de uma hora com o som externo parado, chuva na cabeça, cervejas para dentro, belas mulheres ao redor, outros ambientes (sem chuva) bombando e muita gente diferente por toda parte. Depois de várias cervejas o som voltou mais pesado do que antes e o álcool deu seu recado me fazendo dançar e pular noritmo daquelas batidas e o gramado sintético foi providencial. Pular naquele piso macio foi bem agradável.

Tuntz tuntz tuntz…

Ivo Neuman, outro que poderia muito bem se juntar ao time de escritores do Papo de Bar, dançava, bebia e fazia fotos e vídeos animadamente, nossa belíssima anfitriã não escondia a expressão de estranheza ao ver toda aquela “espontaneidade” e os outros integrantes de nossa turma perfeitamente ambientados. Lá pelas tantas, com o sol já alto, as cervejas não ditavam mais o tom, mas sim a música, que a partir daquele momento já era nosso combustível.

Depois de sermos levados junto com o lixo mais uma vez, pegamos um táxi (porque bebedor consciente é o que não dirige depois) e ainda sobrou energia para ir ao Maracanã, mas isso fica para outro post.

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