Campus Party ou como dizer adeus ao seu fígado em São Paulo

Chamada Post Campus Party

Estava essa moça que vos escreve se aventurando em terras paulistanas na semana passada. Fui conferir a tão famigerada Campus Party. Um evento muito bacana onde a gente vê não só o que está rolando e o que está para rolar na web, como também faz ótimos contatos. E amigos.

Conheci pessoas especias por lá que pretendo levar para a vida. Ou pro bar mesmo.

O povo na terra da garoa é mesmo animado quando se trata de birita. E, mesmo os que não são nativos, não fazem por menos. A galera das Minas de Drummond, por exemplo, também mostrou que sabe como tomar umas e outras. E é tanta gente de tanto lugar que prefiro parar por aqui e não correr o risco de ser injusta com um ou outro estado da nossa República Federativa (ah! só um adendo: começo a pensar que o amarelo de nossa bandeira não é do ouro. Tenho pra mim que a verdadeira representação do amarelo é a cerveja, a caninha adormecida nos barris de carvalho).

Continuando

O que não faltava era companhia para beber. No fim do dia, não tinha erro: era topar com alguém e, next thing I know, tava lá no bar com uma gelada na minha frente. E como nunca fiz amigo bebendo leite.

A viagem

Vamos lá: para começar, peguei carona com um pessoal muito bacana. No carro, uma figura conhecida por PH já estava no ritmo. Pra quê, né gente? A agonia de quem estava dirigindo era ter que parar para comprarmos uma latinha ou para fazermos xixi (sou menina, faço xixi!) de 20 em 20 minutos na Dutra. Isso porque meu dia já tava no gargalo. Marcaram de me buscar no Devassa, pode? Eu no Devassa = pinto no lixo. Já fui logo de ruiva enquanto esperava.

O mundo é gay!

O mundo é gay!

Chegando em São Paulo, me joguei na Augusta! É bar que não acaba mais. O foda é beber e entrar – de novo – em uma boate gay por engano. Tantos gatinhos e nenhum queria nada comigo, claro. O máximo que eu consegui foi um bilhetinho que me entregaram. Qual não foi a minha surpresa ao receber, juntamente com o papelzinho, um pedido especial do clone de Gianecchini:

entrega pra esse menino do seu lado, por favor, gata?

Ó-quei. Lembrete para mim mesma: não frequentar lugares gays quando minha autoestima estiver por baixo.

Virando página

Galera bebendo no Tortula

Beber, cair e levantar

Na segunda, marcamos um #biritter em um barzinho da Paulista! Foi ótimo! Só não deu para dormir, porque o encontro acabou às seis da matina e, às dez, estava eu na porta do Campus Party.

Ressaca à parte, foi muito legal. Recomendo para todos.

Descanso? Jamais

Eu achando que ia descansar… toca o telefone, lá vou eu para Vila Madalena me aventurar em um bar tradicional chamado Mercado São Pedro. Aliás, quem tiver a oportunidade, pode aportar por aquelas bandas e pedir uma cerveja gelada. Além de beber, vai poder conferir exibições de curtas e muita cultura.

Quem pensa que finalmente eu dormi na noite seguinte, se enganou. Depois de passarmos o dia na Campus Party conferindo tudo, aprendendo e trocando idéias, lá fomos nós para um boteco que o mesmo PH que foi bebendo comigo na viagem tinha descoberto. Garoto esperto esse.

Depois que as 15 pessoas chegaram, partimos em caravana para a Paulista novamente. Muita conversa fora, choppinho gelado e boas risadas garantiram a noite que terminou em um lugar – não me pergunte o nome – em que rolava rock.

Velho safado

Coroa Tarado

No dia seguinte só não repeti as doses de Campus Party e dos amigos que fiz, porque um velho safado tava filmando por debaixo da minha saia no metrô. Por conta desse verme repugnante, tive que passar minha tarde na delegacia do metrô Barra Funda.

Nem deu tempo de tomar uma cervejinha para me recuperar do baque. Tive que voltar pro Rio sem dizer adeus. Mas sem problemas. Seja durante a Campus Party ou não, volto para o bar. De preferência na companhia de pessoas tão legais quanto as que conheci nesses dias.

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