Cansei da loira!

Calma gente! O título desse texto não nos levará a um depoimento de um abstêmio neopentecostal, muito pelo contrário! Mas é fundamental que consigamos criar soluções para todos aqueles que durante algum tempo, tiveram esse problema.

Tenho um camarada de copo que há tempos relegou o pão líquido a um segundo plano em suas preferências etílicas. Passei um bom tempo achando aquilo esquisito. Não se tratava de não beber mais cerveja, mas preferir outra coisa sempre que possível e reduzir as quantidades ingeridas, sempre que a oferta fosse somente baseada na cerveja. Eu achava frescura, mas perguntei a ele as razões. Sua resposta foi simples e direta: cansei! – ele disse.

Tentei entender um pouco mais, na realidade a queixa dele era de que ao longo do tempo, consumir esses sucos de milho de cada dia causava rapidamente certo fastio, se sentindo empapuçado. Além de um dia seguinte sem ressaca, mas cheio de azia. Continuava achando um tanto de frescura. Mesmo ele me dizendo que não era um abandono e que ainda apreciava beber uma cerveja, principalmente quando bem trabalhada.

Eis que a cerveja me cansou…

gato de ressaca

Créditos: MomoFotografi

O tempo passou e, como quase tudo na vida, a pilhéria do hoje vira o tapa na cara do amanhã. Vinha me sentindo consecutivamente inchado sempre que me entregava a um longo período de farra com a loira. Pra completar essa sensação de inchaço, a azia no dia seguinte parecia interminável. Nada parecido com ressaca, mas MUITO desagradável! Concluí, com tristeza, principalmente após um ou dois eventos consumindo outras bebidas, que meu problema residia na minha velha loira. Senti-me traído por mim mesmo, além de profundamente afrescalhado.

Assim sendo, venho aqui, através desse humilde texto deixar algumas dicas que tem ajudado na manutenção de meu estado ébrio durante esse período sabático. Eis as dicas:

  1. Assuma a condição como temporária e não se desespere;
  2. Escolha uma bebida que possa substituir a boa e velha cerveja, fazendo a manutenção de seu prazer etílico;
  3. Cervejas artesanais estarão permitidas, dificilmente causarão o mesmo desconforto;
  4. Procure beber água enquanto trabalha na malhação hepática e redobre esse cuidado específico caso resolva ter uma reaproximação intensa com a velha loira.

Essas quatro dicas são preciosas durante esse período. Eu, particularmente, tenho ficado entregue aos prazeres da cachaça e do saquê, sem esquecer do auxílio luxuoso das sangrias, que ajudam a refrescar nesses dias de sensação térmica pornográfico-diabólica. Continuo bêbado e feliz! Quando bate uma saudade muito forte, procuro sempre me refugiar em rótulos de maior renome. Cervejas artesanais acabam tendo um efeito ainda melhor dentro dessas condições!

Aquele abraço.

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