Era uma boa cerva portuguesa! Era uma lager portuguesa, com certeza!

Estava de boas passeando no mercado, fazendo compras para receber um casal de amigos em minha humilde choupana. Enquanto minha querida proprietária, digo, consorte, passeava em busca de elementos importantes para o que jantaríamos ou beliscaríamos mais tarde, me preocupei com o elemento fundamental de qualquer congregação social, a qualidade daquilo que iríamos beber.

Como estava calor, dei preferência para a Sol mexicana, uma pilsen muito honesta, um tanto diferenciada dos chás de milho que inundam nossas atuais prateleiras. A Sol mexicana será tema de nossa conversa aqui, mas em um outro momento. Enfim, escolhi essa pilsen, pelo menos para o consumo em larga escala, mas não gostaria de sair dali com rótulos batidos. Escolhi uma cervejinha para a sobremesa e fiquei encantado com uma garrafinha pequenina, tipo “cracudinha” que encontrei de bobeira no mercado. Super Bock, dizia o rótulo. Tratava-se de uma lager… de Portugal!

Super o quê? Super Bock! Puxa…

Cerveja Super Bock e peitos

Trouxe as simpáticas garrafinhas em quantidade reduzida, o objetivo era conhecer e ‘abrir os trabalhos’ com ela. Admito que a parte divertida da brincadeira, pelo menos pra mim, foi o fato de ser uma cerveja lusitana. Não sei explicar, onde está a graça disso, mas eu só conhecia a Sagres, precisava expandir meus horizontes, me senti quase um navegador! Outro simpático fator foi a tampinha com o anel, similar ao da Amstel. Tenho profunda simpatia por esse sistema de abertura. Enfim, fechou o combo, levei as crianças.

Vamos provar a Super Bock

Depois de devidamente gelada, foi o momento de provar o pão líquido lusitano, o saldo é positivo, embora não estejamos falando de nada de outro mundo. Estamos falando de uma lager honesta, o malte se faz presente e a coloração me decepcionou um pouquinho, esperava um corpo melhor, mas nada comprometedor.

Algo ruim na Super Bock?

De ruim, somente a questão do lúpulo, muito presente no aroma, mas relegado a um segundo plano mais distante no sabor. Dependendo do paladar, essa minha crítica, vira elogio e motiva a compra. Pra quem curte um colarinho mais denso, ela fica devendo um pouco, gerando pouca espuma, com baixa densidade, mas esse fator se assemelha demais à questão anterior, tornando-se interessante para muitos camaradas. Seu melhor caráter fica na conta do retrogosto, muito bem trabalhado, sem qualquer nota ruim. Sua concepção e composição parecem bastante redondinhas, o sabor é equilibrado e prazeroso, com sabor marcante, bem refrescante e um salgado leve no final.

Garrafa e copo da Cerveja Super Bock

A relação custo benefício dela não é das melhores, paguei 3 dinheiros na unidade, mas não sei exatamente a média de preço. Sua qualidade, se comparada com o que temos aí no mercado comum, é sensivelmente superior. Assim sendo, talvez essa portuga não vá fazer você levar tapinhas nas costas em sua roda de amigos, mas serve pra fazer alguma graça com alguma senhorita que não seja uma grande conhecedora.

Não senti a tristeza de um fado, nem a alegria do vira, mas gostei da experiência. Adeus, gajos! Bebam com responsabilidade, ó pá!

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