Cerveja Urthel

Tenho enrolado para escrever um artigo para este honrado blog há muito tempo. E não, e agora que vou mudar essa minha enrolação. Mas vou contar uma historinha sobre uma maravilhosa cerveja que eu não pude experimentar.

Bendita seja a Urthel

Garrafa de Urthel

No meu aniversário, ganhei uma garrafa de Urthel de um amigo. Uma cerveja belga e muito bem recomendada. Guardei-a por um tempo e em uma viagem ao Rio decidi que valia a pena levar para tomar com um primo meu.

Com toda a correria (leia-se fiquei bêbado tempo demais por lá) acabei esquecendo de beber a bendita cerveja (heresia, eu sei!) e como já estava na geladeira, não tinha como trazê-la de volta. Pensei na hora:

Sem problema, vou deixar meu primo beber e depois me passa o relatório para eu comprar outras garrafas.

O que eu não esperava era a demora

Relógio de Parede

Quase três meses depois, puxo um papo com esse mesmo primo para perguntar umas coisas que ele vem me falar que a cerveja era maravilhosa. Pedi o review dela e até assustei um pouco quando li:

Ela é encorpada, densa… cada gole é como um romance, com uma introdução suave, que cresce até um clímax de sabor forte, com um tapa na cara do álcool. A conclusão é uma sensação de satisfação dúbia, como quem se pergunta: “Gostei. Mas será que eu a compreendi de verdade?” É inalcançável. Compreendê-la seria tirar dela uma característica atraente, envolvente como a bruma obscura de um filme “noir”.

O sabor é forte, mas não um forte agressivo. É como um ronronar que se esfrega na língua, envolvendo o corpo todo e entorpecendo a mente, tal qual o primeiro suspiro após o gozo. Uma garrafa robusta, que tira o fôlego dos meros apreciadores. É uma cerveja que não requer um bom bebedor, mas sim um amante. É uma mulher safada e cheia de tesão.

Beba gelada.

Foto de um copo bem gelado

Bem, não sei agora se quero dar um gole na garrafa que vou comprar ou levá-la para um motel (sem trocadilhos, por favor). Acho que vou me contentar se me deixar bêbado ou, no mínimo alegre.

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