Diga ao garçom que fico!

Para quem não sabe, dia 09 de janeiro foi o dia do Fico. E o que o PdB tem com isso?

Tudo, meus queridos amigos de bar! Afinal, é dia de comemorar ou não? Se você aprovou ou não a querida idéia do príncipe regente isso é o de menos, pois aqui estamos e, se temos que brindar, vamos!

De qualquer forma você pode seguir as dicas comemorativas que iremos fazer para vocês, a partir de hoje. Isso mesmo; agora nas datas comemorativas iremos informar curiosidades sobre a data e é lógico, uma bebida que se relacione com ela. Agora não há mais desculpa, anote aí toda a listinha de etílicos que você está prestes a (re) descobrir.

Tudo começou…

Foto de Dom PedroBem, vamos lá! No dia 09 de fevereiro de mil e qualquer coisa Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon(ufa!), nosso querido príncipe regente responsável pela grande frase desse dia, estava no Brasil em uma época em que o maior consumo de bebida alcoólica no país era a cachaça, a caninha.

Bem, Portugal, antes do nascimento de Dom Pedro, estabeleceu uma lei seca por aqui já que a aguardente de cana-de-açúcar estava se tornando, em detrimento do vinho português, a bebida predileta da colônia devido ao seu preço mais acessível, inclusive. Tudo isso afetou o comércio da Metrópole, mesmo a cachaça tendo o estigma de bebida dos pobres e escravos.

Lei Seca

Aconteceram aí duas coisas relevantes; a primeira e mais óbvia (para quem é brasileiro) é que ninguém deu a menor importância pra lei seca. Em segundo lugar, com o passar do tempo, os senhores de engenho renderam-se a cachaça tornando-a uma bebida popular em todas as classes econômicas.

Responsável por muito da trajetória do nosso país ela é a bebida alcoólica nacional por excelência e estima-se que existam de 40 mil a 50 mil produtores espalhados pelo país e, devido a tal importância, foi usada como símbolo de nacionalidade desde que o Brasil Colônia brigava para se livrar de Portugal.

Vinho por cachaça

Cachaça caindo

E sem exageros podemos afirmar isso, já que em 1817, na Revolução Pernambucana, o vinho foi substituído por cachaça em algumas missas sendo uma forma de protesto e de afirmação em prol da República.

Contudo, embora tenha toda essa importância no cenário nacional, somente em 2001 um decreto presidencial instituiu a bebida mais democrática do país como a bebida nacional. Ohô!

Bem, e todo esse blá blá blá é porque agora você tem que saber outra coisa muito importante; há uma diferença significativa entre aguardente ou pinga e a (salve salve!) cachaça já que essa é utilizada apenas para a aguardente de cana produzida artesanalmente.

E como saber se a cachaça é de qualidade?

Basicamente com três pontos importantes:

  • Oleosidade – vire o copo e gire-o de modo a levar o líquido até suas bordas, quando este escorrer verifique se suas gotas lembram “lágrimas”, essa baixa velocidade de escoamento é indicação de qualidade.
  • Cor – as boas são transparentes e brilhantes, se envelhecidas os descansadas em tonel de madeira podem ter aspecto amarelado ou rosado.
  • Aroma – não pode agredir o olfato, se chegar a irritar os olhos, esqueça!

E não se esqueça: a verdadeira cachaça deve ser agradável ao paladar, deve ser mantida na boca por alguns segundos e ainda, descer sem “queimar”.

Finalizando

Fico aqui com a dica de hoje, uma cachaça das boa! Recomendo que vocês procurem um bar com uma carta de cachaças variadas e verifiquem suas preferências. Experimentando se aprende, com certeza!

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