Esquina, a relíquia carioca

“Vamos falar de uma relíquia carioca para nós, bebedores de cerveja: a esquina. Muito não se fala sobre ela, mas as esquinas cariocas sempre têm um bar. Amém!”

Vote neste artigo:
SóbrioAlegrinhoSemi-modafocaModafocaTem futuroNo brilhoAlucinadoCom a alma no céuComa AlcóolicoJeremias - O Retorno (7 votes, average: 8.71 out of 10)
Loading...

Já viajei por quase todas as regiões desse Brasil, e sempre sentia uma vazio no peito. Sabe aquele sentimento de que falta algo que não se faz a mínima ideia do que seja? Era difícil de conter a emoção, mas depois de muito tempo consegui refletir e chegar ao consenso do que faltava, me faltava a velha e boa esquina.

Esquina? Como assim?

boteco da esquina

Créditos: Pedro Vidal

Calma caramba! Já explico qual é a importância de tal estrutura urbana com delicadezas imensuráveis. É bem simples, você pode ir até Salvador e ver as lindas paisagens, ver o Farol da Barra e até dar um pulo no Pelourinho. Pode desembolsar uma grana e ir passear no Pará pra conhecer a Ilha de Marajó. Pode ir a Brasília ver o Planalto central, ou até pode pegar o avião para ir a São Paulo para… Bem… Ir a São Paulo.

Entretanto o que falta em todos esses lugares? A velha e boa esquina!

A esquina é a marca da carioquice. É o eixo exato em que todos os Bebuns vagueiam cantando em voz única, na verdade é o local de encontro dos mesmos, quase um templo. É a parte simétrica que permite só um estabelecimento de respeito se firmar por tempo indeterminado, a esquina só permite um residente, o Boteco.

O velho e bom boteco possui residência nas partes mais complexas e desajustadas do Rio de Janeiro. É aquele lugar que é, como diz a minha mãe, um “cospe grosso”, um “pé sujo”, mas prioritariamente é um lugar que a família etílica tem espaço para falar de futebol, dor de cotovelo e tantas outras coisas que a bebida torna inteligíveis.

amigos bebendo na esquina

Créditos: Pedro Vidal

Não adianta me falar que esses lugares foram desgastados com o tempo, que são de baixa categoria, ou que a frequência é ruim. O objetivo nesse Taj Mahal carioca não é a beleza, mas sim é a cerveja, a conversa fiada, aquelas comidinhas bem gordurosas, e de vez em quando aquela dose de cachaça com um pedaço de dedo dentro.

Finalizando

Em suma, você pode andar pelos quatro cantos desse mundão, mas uma coisa te garanto, só no Rio de Janeiro terá a acolhedora esquina com um boteco lhe dando boas vindas, e lhe mostrando o lado bom da vida. Por isso, desce mais uma Dona Maria!

Você também gostará desses

Cerveja combina com música A cerveja combina com música, qualquer bebida combina com música. Veja suas semelhanças e porque o ser humano depende tanto desses dois temperos, esse...
Todo carnaval tem seu fim. Ou não… O carnaval é uma festa épica. Muita cerveja, muita festa, muita diversão, tudo que uma vida sagaz precisa. Mas por que não podemos viver a vida como u...
Os tipos de pessoas que encontramos em um bar A lista de pessoas que encontramos em um bar hoje é gigante, dos mais diversos modos e estilos. Desde bêbados, malucos, noivos, solteiros, etc. Confir...
Misturar para ver no que dá! Que tal deixar de lado o padrão, e misturar? Misturar temperos, bebidas, pessoas. Venha misturar com a gente, e conhecer todo um novo leque de experiê...
O #EstiloPdB O que você acha de aproveitar as boas coisas da vida e viver sempre de bem com tudo? A ideia é boa né!? Então aprenda um pouco mais sobre o #EstiloPdB...
A Revolução Cervejeira é Feminina! A cerveja artesanal está cada dia mais na moda. Mas cadê as mulheres fazendo cerveja? Elas foram as primeiras a fazer, merecem destaque novamente!

Tags:

Compartilhe: