Mitos sobre os efeitos do álcool

E a Lei Seca continua rendendo assunto. Vez ou outra recebo um e-mail com uma nova e infalível maneira de enganar o bafômetro numa eventual parada pela polícia após uma noite etílica. E com certeza, você já ouviu falar sobre alguma “técnica” para se curar e/ou disfarçar a bebedeira…

Pois bem, bêbados de plantão! Vamos falar sobre os mitos e verdades sobre enganar o bafômetro e os efeitos do álcool.

E vamos aos mitos ou verdades.

Estão prontos? Vamos lá.

A cerveja é menos nociva que outros tipos de bebidas alcoólicas.

MITO. Uma lata de cerveja, uma taça de vinho ou um martelinho de cachaça são igualmente nocivos. A única coisa que varia é a quantidade.

O problema não é beber, e sim misturar.

MITO. Misturar cerveja, vinho, cachaça e etc, vão é acabar com seu estômago e fígado, mas não são mais prejudiciais do que beber apenas um tipo de bebida. Álcool é álcool.

Uma ducha fria, café bem forte e ar fresco te deixarão sóbrio.

MITO. Somente o tempo vai eliminar o álcool de seu organismo. Seu organismo levará aproximadamente uma hora para eliminar a maior parte do álcool presente em uma cerveja, por exemplo. A ducha fria pode, no máximo, te manter acordado, mas o álcool não sairá de seu corpo.

Café te deixa acordado o suficiente para dirigir após beber.

MITO. Dê uma xícara de café à um bêbado e a única coisa que você terá é um bêbado acordado. A energia dada pela cafeína não é capaz de mantê-lo alerta e recuperar a velocidade na tomada de decisões perdidas com o consumo de álcool.

“Eu bebo apenas cerveja e não tenho problemas para dirigir.”

MITO. Basta apenas uma latinha de cerveja e sua percepção de distância e velocidade já ficam alteradas. Veja a relação abaixo:

  • 0,2 a 0,3g/l (1 copo cerveja, 1 cálice pequeno de vinho, 1 dose uísque ou de outra bebida destilada): As funções mentais começam a ficar comprometidas. A percepção da distância e da velocidade são prejudicadas.
  • 0,31 a 0,5g/l (2 copos cerveja, 1 cálice grande de vinho, 2 doses de bebida destilada): O grau de vigilância diminui, assim como o campo visual. O controle cerebral relaxa, dando a sensação de calma e satisfação.
  • 0,51 a 0,8g/l (3 ou 4 copos de cerveja, 3 copos de vinho, 3 doses de uísque): Reflexos retardados, dificuldades de adaptação da visão a diferenças de luminosidade;superestimação das possibilidades e minimização de riscos; e tendência à agressividade.
  • 0,81 a 1,5g/l (grandes quantidades de bebida alcoólica): Dificuldades de controlar automóveis; incapacidade de concentração e falhas de coordenação neuromuscular.
  • 1,51 a 2g/l (grandes quantidades de bebida alcoólica): Embriaguez, torpor alcoólico, dupla visão.
  • 2,1 a 5g/l (grandes quantidades de bebida alcoólica): Embriaguez profunda.
  • acima de 5g/l (grandes quantidades de bebida alcoólica): Coma alcoólico.

Fonte: Detran.

“Se eu bebo, eu compenso dirigindo mais devagar e em segurança.”

MITO. Beber e dirigir não é seguro, não importa sua velocidade. Na verdade, se dirigir devagar demais pode acabar atrapalhando o trânsito e causar acidentes de qualquer maneira.

Comer bem antes de beber vai te manter sóbrio.

MITO. Beber com o estômago cheio vai apenas atrasar a absorção de álcool na sua corrente sanguínea, mas não impedi-la. Comer antes de beber não vai impedi-lo de ficar bêbado.

Cada um reage de maneira diferente ao consumo de álcool.

VERDADE. Quem nunca ouviu falar que “Fulano é que nem Miojo! Cozinha em três minutos!”? Muitos fatores influenciam ao modo com que cada um reage ao álcool: peso, metabolismo, sexo, etc… Uns toleram mais, outros menos.

É possível enganar o bafômetro colocando pedras de gelo na boca antes de assoprar o aparelho. O gelo libera hidrogênio e faz com que o álcool não seja percebido pelo medidor.

MITO. Para começar, gelo não libera hidrogênio ao derreter. Nem mesmo sua associação com a Coca-cola irá liberar algo além de água e gás carbônico. Não há qualquer embasamento químico para esta afirmação.

É possível enganar o bafômetro usando alguns truques simples: chupar pastilhas de menta extra-fortes, comer cebola, beber anti-séptico bucal ou colocar uma moeda na boca após beber.

MITO. Até mesmo os MythBusters já fizeram estes testes e comprovaram que nenhum truque é capaz de enganar o bafômetro. Aliás, o anti-séptico bucal é capaz de aumentar a concentração de álcool no sangue caso ingerido.

O bafômetro não é um instrumento preciso.

VERDADE. O bafômetro faz apenas um estimativa da concentração de álcool em seu sangue, porém é suficiente para determinar se uma pessoa está embriagada ou não, mesmo com uma margem de erro de até 30%.

O “bafo” de álcool é o que determina se alguém está bêbado ou não.

MITO. Na verdade, não é o álcool que causa o mau hálito (o famoso bafo-de-onça) e sim as substâncias que compõe as bebidas alcoólicas. O cheiro do álcool puro é quase imperceptível pelas pessoas.

Resumindo

Não adianta, a única maneira de passar no teste do bafômetro é não bebendo. Nenhum truque vai fazê-lo escapar de uma multa/prisão caso seja pego ao dirigir embriagado, como prova a manchete abaixo:

No Canadá, um homem acusado de conduzir seu veículo sob a influência do álcool encheu a boca de fezes em uma tentativa fracassada de enganar o bafômetro da polícia.

O homem foi detido no último domingo pela polícia de South Simcoe, depois que o seu caminhão foi obrigado a parar na Rodovia Provincial 11 em Stroud, Ontário, Canadá.

A caminho da estação de polícia, o homem de 59 anos vomitou, urinou, e defecou no carro policial. O sargento James Buchanan disse que ao chegar à estação, o preso encheu as mãos com seus próprios resíduos e colocou na boca, com a intenção de enganar a máquina de bafômetro.

Todavia, mesmo assim, a máquina registrou em duas leituras que o homem tinha mais do que o dobro do limite permitido de álcool no sangue.

O homem foi autuado por ter guiado seu veículo embriagado e acima do limite de velocidade. Ele foi solto sob a condição de aparecer em Bradford, tribunal de Ontário no dia 12/05/2005.

Fonte: WikiNews

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