Mulheres e Cerveja: relação de séculos

Se você ainda pensa que “cerveja não é coisa de mulher”, você precisa acordar por mundo atual ou minimamente estudar história. A relação entre mulher e cerveja é antiga: em 4000 a.C., na Suméria as mulheres que produziam cerveja eram consideradas deusas; na cultura Vikings somente mulheres eram produtoras.

Mulheres e cerveja sempre combinaram e tiveram relações

Durante muito tempo, a produção da cerveja era de responsabilidade das mulheres, pois era considerada uma atividade caseira, como cozinhar. Também era comum que o pão e a cerveja fossem preparados simultaneamente, por possuírem praticamente os mesmos ingredientes.

Com a revolução industrial, no séc. XVIII, a produção da cerveja em larga escala se tornou um negócio rentável e foi assumido pelos homens por ser uma atividade comercial e as habilidade com novas tecnologias na produção. No final do séc. XX e as mudanças culturais na sociedade, houve um aumento da participação feminina no mercado cervejeiro, seja como profissional ou consumidora, portanto, mulheres e cerveja juntas novamente.

Goose Island Sisterhood

Uma confraria feminina que se reúne para estimular o engajamento em causas diversas e criar cervejas especiais, com a renda revertida integralmente para instituições que defendam causas importantes para o gênero. A Sisterhood nasceu do sonho de resgatar o protagonismo feminismo seja carregando os sacos de maltes, atrás e à frente dos balcões de bares, seja nas panelas produzindo, bebendo ou falando sobre ela, a cerveja. Acabaram de lançar a cerveja Helô e ano passado fizeram 4 cervejas, todas homenageando mulheres diferentes do Brasil – Carolina, Enedina, Nísia e Luz.

Cervejaria Japas

Com pouco mais de três anos no mercado, a Japas chamou a atenção pela proposta de criar cervejas inspiradas em sabores orientais. Durante esse tempo a cervejaria – que é formada por cervejeiras descendentes de japoneses – esteve presente em todas as regiões do país apresentando a Wasabiru, uma American Pale Ale com wasabi e a Matsurika, uma Bohemian Pilsener com pétalas de jasmim. Também fez alguns lançamentos colaborativos com cervejarias no Brasil e no Japão.

Mulheres Cervejeiras

É uma comunidade de apreciadoras e profissionais do ramo cervejeiro, de sommelier à empreendedoras. Também realizam eventos, ações educacionais, divulgam parceiros e oferecem produtos exclusivos. Com isso, buscam auxiliar as mulheres a se identificarem com a cultura cervejeira abrindo espaço e dando voz a integrantes. Premiadas no 3º Lugar no South Beer Cup – Plano de Negócios Cervejeiros.

Cervejaria Feminista

O grupo surgiu em 2017, no Rio de Janeiro, para homenagear mulheres que tenham uma trajetória de luta por igualdade e liberdade. As receitas são criadas conforme a história e gosto da homenageada. Os dois rótulos lançados até agora homenageiam Conceição Evaristo e Maria Prestes, feitas de acordo com o gosto de cada uma delas. A produção da cerveja é feita em parceria com duas microcervejarias, uma na cidade do Rio de Janeiro e outra em Nova Friburgo.

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