Rock in Rio: Eu voltei!

O polêmico Rock in Rio

“Confira a nossa opinião sobre a polêmica do Festival Rock in Rio não ter muitas bandas de rock em sua lista de bandas e atrações dentro do evento. Dê sua opinião sobre essa revolta do público.”

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Este mês tivemos mais uma edição do Rock in Rio. A quinta, para ser mais preciso. Criado em 1985 pelo empresário Roberto Medina, o festival foi responsável por colocar o Brasil na agenda das principais atrações musicais do mundo.

O Rock in Rio é um festival de rock?

Rock in Rio: Eu voltei!

Porém, desde a sua primeira edição, existe esta polêmica que não tem data para terminar.

Eclético desde a sua primeira edição

O Rock in Rio é sim, um festival de rock. Mas, mais do que isso, é um festival de música. Há atrações para todos os gostos! O que há de errado nisso?

Os fãs mais radicais, recentemente, encheram as redes sociais de protestos. Há questionamentos quanto as atrações que tocam POP e Axé, só para não citar os outros gêneros. Alguns, com pouco conhecimento de causa, citam que a primeira edição do festival era puro rock, mas que depois desta os empresários só visaram o lucro. Será?

Vejamos as atrações da primeira edição do Rock in Rio

Programação do Rock in Rio 1985

Ney Matogrosso, Pepeu Gomes, Ivan Lins, Al Jarreau, James Taylor, George Benson, Morais Moreira, Elba Ramalho, GOGO’s e Nina Hagen podem ser consideradas bandas de rock? Creio que não.

O Rock in Rio nasceu eclético. Foi criado para celebrar a música, para unir as pessoas em torno de um ideal: um mundo melhor!

Por um mundo melhor

Por um mundo melhor

O mundo não se torna um lugar melhor quando respeitamos e celebramos as diferenças? Não pregamos que devemos respeitar a diversidade? Diferenças religiosas, sexuais, clubisticas e culturais? Não é exatamente isso que faz o Rock in Rio? Com a música deveria ser diferente?

Há todo o tipo de gosto musical. E todos, sem exceção, merecem ter seu espaço. Se em edições anteriores os organizadores erraram ao misturar diferentes estilos musicais em um dia (Carlinhos Brown e Lobão que o digam), em 2013 acertaram em cheio! Os dias foram claramente divididos por temas. No fundo temos vários festivais dentro de um só. É escolher o dia que mais lhe agrada e se divertir cantando muito!

POP in Rio?

Ao visitar as redes sociais da internet vi diversos tipos de protestos. O que li com mais frequência era que o festival deveria mudar seu nome para POP in Rio, ou algo que o valha.

Mapa do Rock in Rio 2013

O site Me Explica? montou um mapa interessante com as atrações da edição 2013. Das 88 atrações do festival, 48 são puro rock and roll. Isso sem contar que temos atrações mapeadas como MPB que poderiam facilmente serem consideradas bandas de rock, como Skank e Capital Inicial. Mas, seguindo apenas o mapa já podemos verificar que mais de 50% das atrações fazem juz ao nome do festival. Na minha opinião, nada mais legitimo!

Além do festival ser mais voltado para o rock, parece que muitos não entenderam que Rock in Rio, mais que um festival, é uma marca.

Há protestos quanto ao fato de existirem as edições do festival em Lisboa e Madri. Na mesma página dos protestos existem citações que festival de verdade é o Wacken Open Air. Mas as pessoas que protestam se esquecem que o maior festival de metal do mundo na atualidade foi batizado com esse nome porque é realizado na cidade alemã Wacken, e que recentemente quase tivemos uma edição do festival no Brasil. Era para mudar o nome desse aí também?

E o que dizer sobre a rede de lanchonetes Planet Hollywood?

Maiores polêmicas sobre o Rock in Rio

Marca do Rock in Rio Lisboa

O Rock in Rio é o maior festival do mundo?

Há controvérsias. Porém, se levarmos em conta que a edição atual possui 7 dias com 88 atrações, reunindo cerca de 595 mil pessoas, podemos considerar sim este o maior festival de musica do planeta.

Rock in Rio Madri e Rock in Rio Lisboa?!

Sim. Como já citei, o Rock in Rio é uma marca. Mais que uma marca, é um modelo de realização de festivais de música. Logo, não vejo problema algum em termos edições do festival em outros países. Na minha opinião, não deveria ser motivo de protesto, e sim de orgulho. É algo criado no Brasil sendo levado a outros países.

Deveriam tirar Rock do nome do festival!

Já abordei este assunto parágrafos acima. Mais que um festival de música, atualmente o Rock in Rio é uma marca. Há comparações engraçadas na internet, citando o cantor Belo (que seria belo só no nome). E quanto a bala SOFT, que é dura pra caramba?

O evento é patrocinado por grandes empresas!

Que evento de grande porte não é patrocinado por grandes empresas? Tem gente que protesta na internet utilizando a camisa do seu clube de coração com uma marca de banco estampada no peito. Não existe café de graça. Para que um evento deste porte seja realizado é necessário grana, e a grana vem dos patrocinadores e da venda de ingressos. Simples assim.

Conclusão

Rock in Rio revolta

Todos temos o direito de não gostar de algo, e de opinar sobre. Porém, “cagar regra” na internet, fazendo protestos infundados, não me parece muito coerente. Se não gosta do festiva, basta ignorá-lo. Não é assim que fazemos com aquele restaurante que serve comida gordurosa ou com aquela balada que não toca as músicas que gostamos?

O Rock in Rio é um evento enorme, que leva o nome do Brasil para os quatro cantos do mundo. Se começou bagunçado, vem melhorando a cada edição. Ter um evento deste tamanho no país é de se orgulhar!

Só para ficar claro, não tenho nenhum tipo de vínculo com o festival. Apenas quis expor a minha opinião sobre este tema, que está longe de chegar ao fim.

Pegarei meus ingressos e curtirei as bandas que mais gosto!

Até a próxima!

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  • Leandro

    Vale lembrar que o nome do estilo musical rock ‘n roll e rock pode se referir a “agitar”. Creio que seja mais adequado esta suposição ao verbo do que ao gênero musical. Além desta questão no primeiro Rock in Rio tocou o Ivan Lins…. creio que ele não se adequa ao estilo musical de Rock n’ roll