Prazer, meu nome é Gelbinsky

“Apresentando Lud Gelbinsky, nosso colaborador que é um craque dos fermentados.”

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Nasci portelense, no Rio Comprido, Cidade Maravilhosa, berço da Grande Nação.  Um ano depois ganhamos a Copa na Suécia.  Na pia de batismo, onde ganhei o nome de Ludwig, depois simplificado pelos amigos para Lud, manifestei pela primeira vez meu dezapreço pela água.  Na adolescência, amamentado com leite-de-onça, consolidei meu mau humor e meu bom gosto.  Ambos por contraste com o gosto doce e enjoativo da tal batidinha.

Cerveja, cachaça, vinho, rum, entre outros…

Cerveja e cachaça

Aprendi a gostar de cerveja depois de já gostar de cachaça, vinho, rum, gin, uísque e o escambau, não necessariamente nessa ordem.  Antes eu não conhecia cerveja; só bebia malzbier ou aquela água rala, levinha, amarelada e estupidamente gelada.  O “estupidamente” era a única coisa certa na coisa.  É uma estupidez beber um troço gelado daquele jeito.  Mas eu bebia; fazer o que?  O atenuante é que se não for assim, ninguém aguenta aquele negócio.

Meu nome é Gelbinsky, Lud Gelbinsky

James Bond

Nessa época passaram a me chamar pelo sobrenome: Gelbinsky.  Comecei a gostar da verdadeira cerveja há pouco mais de 2 décadas, desde 1985, quando ainda não era nem moda nem bonito.  Cerveja era tida como bebida de segunda categoria.  Prá ficar longe dos recém chegados enochatos, acabei rumando prás cervejas e, desde então, bebi cerca de 2.500 delas, de mais de uma centena de países.  Bebi muita coisa ruim, bebi muita coisa boa mas nenhuma delas bebi inutilmente ou sem consideração.  De cada uma aprendi alguma coisa.

Seja bem vindo ao Bar. A primeira rodada é por minha conta

Primeira rodada de chopp

Fui apresentado ao Dono do Bar num desses botecos da vida, onde se vende cerveja de fato.  O Dono parecia meio entusiasmado com a cervejas e, depois de muita conversa, me convidou prá rabiscar alguma coisa aqui no PdB.  Falei que eu era preguiçoso, que minhas opiniões são um tanto heterodoxas, que eu não tinha tempo e etcetera.  E o Dono lá, gentil, só no “deixa disso“.  Não tava fazendo doce não, era verdade mesmo.

Nisso, o rádio do boteco mandou:

…hoje em dia é facil dizer, que essa música é nossa raiz; tá chovendo de gente que fala de samba e não sabe o que diz…

Percebi esse argumento do Jorge Aragão como um chamamento inegociável do acaso.  Verdade: o modismo agora exagerou mesmo.  Lógico que tem gente séria no pedaço, mas tem gente especializada em vinhos escrevendo barbaridades sobre cervejas; tem revista especializada publicando que Munchen Dunkel é Pilsen Escura.  Tá feia a coisa.

Puxe a cadeira e vamos papear

O resultado disso tudo é que, de vez em quando, eu vou começar a aparecer por aqui prá um Papo de Bar.  Assino o compromisso de jamais querer ser o dono da verdade. Sou dono apenas de um punhado de “achismos”, construído em mesas de bar e nos livrinhos e revistas que venho juntando daqui e dali.  Não tenho o sonho de concordarem ou discordarem, quero apenas fomentar a reflexão, a discussão e, com isso, contribuir de alguma forma para que a cerveja seja tratada com mais apuro.

Finalizando, o número 7

Cerveja Strong Seven

Agradeço àqueles que vieram até aqui e pretentem voltar a ler meus rabiscos.  Minha mão estendida vai na forma de minha “Profissão de Fé” sobre a cerveja:

Creio…

  1. … que devo sempre procurar algo bom em cada cerveja que cruzar o meu caminho
  2. … que toda cerveja sempre merece uma segunda chance
  3. … que a cerveja deve ser olhada pelo que se propõe a ser
  4. … que a cerveja é mais importante que o rótulo
  5. … na importância da intimidade e na falta de pré-conceitos no trato com a cerveja
  6. … que as cervejas não podem ser avaliadas pela origem
  7. … que a cerveja merece respeito

Sete é um número danado: sete são os sete dias da semana, as sete vidas do gato, os sete sábios da Grécia, as sete cores do arco-íris, as sete notas musicais, os sete pecados capitais e os sete anões da Branca de Neve.  Sete foram os exemplos e sete, se dizia antigamente,  também é conta de mentiroso.  Vou tomar cuidado prá não me afastar desse  credo e ser tachado de mentiroso. Semana que vem tem o detalhamento desses 7 pontos.

Pão e cerveja,
Lud Gelbinsk

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  • Pelo visto, agora temos um bom professor 😀

    seja bem-vindo!

  • Hombre

    Muito bom! E que traga novas discussões sempre!

    'Pão e cerveja',

    Hombre.

  • Seja bem-vindo Gelbinsky!

    Parece promissor e chega até a soar profético. Fico no aguardo do novo post, ávido pelos ensinamentos…e enquanto isso para não ficar sem fazer nada, vou buscar mais uma lá na geladeira…servidos?

    Abs

  • Gelbinsky

    Valeu, Buccalon, mas sem essa de professor, pf.

    Pão e cerveja, Gelbinsky

  • Gelbinsky

    Valeu a acolhida, galera.

    Valeu Gustavo, o primeiro post a gente nunca esquece.

    Gracias Hombre, hasta la vista.

    Allan Bic, pf traz uma daquelas de chocolate que dá espinha.

    Pão e cerveja, Gelbinsky

  • Agora vocês vão entender tudo de cerveja. E meu nober Gelbinsky, temos que marcar outro café da manhã daquele que bebemos ótimas cervejas. E faço questão de pagar 🙂

  • Seja bem-vindo gelbinsky,

    parece que trará excelente posts ao #pdb, que traga mesmo =D

  • Mônica

    Creio que Gelbinsky vai falar de cerveja sabendo o que diz! Valeu!

  • Tenho o prazer de conhecer pessoalmente Ludwig Gelbinsky. Posso assegurar que aprenderemos muito aqui com ele, por mais que não goste de ser chamado de professor.

    Se ele contar todas as histórias dele com cerveja, a Internet será pequena para armazenar tudo.

    Seja bem-vindo. Um forte abraço!

  • Gelbinsky

    Valeu Chefe, Dono do Bar, vamos encher a caveira de DEUS. Quer dizer… Deixa prá lá, se explicar piora.
    Valeu Sergio, amigo e mestre.
    Pão e cerveja, Gelbinsky

  • Regina Lima

    Seja bem-vindo Gelbinsky!

    vou acompanhar o Allan avída pelos ensinamentos … gostei muito do 1° post .

  • Beachmans

    Creio que o PDB estava precisando de um cara que realmente manjasse de cerveja!

    Vou ficar atento aos posts, pois sou apaixonado pela breja.

    Sonho em abrir um bar e possuír uma "carta de cerveja". Vão ficar as dicas.

    Grande abraço

  • Gelbinsky

    Beleza, Regina, valeu;

    Beachmans, estamos aí pro que for preciso.

    Pão e cerveja, Gelbinsky

  • Bruno

    Gelibniksy,

    conheço mais seu trabalho como filósofo, matemático e sociólogo.

    Fico feliz em saber que está disposto em compartilhar seu conhecimento cervejeiro, e aguardo a divulgação de seu teorema sobre a lei da pureza, que é o embasamento de suas receitas de cerveja artesanal.

  • Gelbinsky

    Fala Bruno,

    Meu "teorema", na verdade, é um diagrama :))

    E eu não sigo a Lei da Pureza – que, por sinal, não tem uma história tão pura assim. A Reinheitsgebot pode ser um papo bom pra se bater outro dia. Se o Dono achar que vale, natualmente. Ele é que manda. Chuveiro é chuveiro, bidê é bidê :))

  • Lud Gelbinsky é o cara! Partilhar garrafas e conhecimentos com ele é sempre um prazer e um privilégio.

    Pão, cerveja e queijo! 😉

    Abraços!

  • Cadu

    Sete também são os títulos de campeão carioca do AMERICA : 13,16,22,28,31,35,60 !!!!!

  • Gelbinsky

    Desses títulos, 2 foram em anos múltiplos de 7: 28 e 35.
    A soma desses números é 205: 2 + 0 + 5 = 7…
    Mas o melhor é que C E R V E J A tem 7 letras.
    Papo de bêbado mesmo…

    Pão e cerveja, Gelbinsky