Palacio da Guanabara

Rufião – O Rei do Rio: Capítulo 8

“Confira o oitavo capítulo da novela etílica mais alucinante. Rufiao, o Rei do Rio, onde mostra que o governador gosta de pegar traveco e se entrega na festa dentro do Palacio Guanabara. Confira!”

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Eu ainda não casei com Kelly. Essa é uma parte importante na minha vida. Manter-me solteiro é complicado. Só no Brasil o cafetão ama a puta e vice versa.

Nego gosta de traveco, mas não sabe

Boate com um letreiro Traveco

Créditos: sargassosea

A verdade é que as coisas caminham da forma mais adorável. Finalmente chegou da Itália nosso cavalo de Tróia. Um travesti com nome simples e sobrenome de diretor de cinema. Dani Spielberg tem 27 anos e decidiu ser mulher aos onze anos. Não fosse pelas mãos de pedreiro, qualquer playboy cairia nesse golpe. Inclusive você, que, como nosso Governador, curte, mas finge não gostar.

  • – Mas, Kelly, por que Spielberg? Ela tem os dentes do Tubarão?
  • – Não. Sabe o dedo do ET?
  • – Sei.
  • – Então. Dizem que o dela é parecido.
  • – Brilha?!
  • – Não! Claro que não! É longo, fino e enrugado.
  • – Esperava melhores efeitos especiais.

Num evento no Palácio da Guanabara, Alexia e Maggie conseguiram uns convites. O público é mais seleto que Lista de Schindler. O pessoal é escolhido a dedo. Ingressos contados. O bufê quem fez foi aquele restaurante chique do Leblon. Com convites contados, minhas queridinhas levaram nosso Cavalo de Tróia.

Champanhe, uísque do rótulo azul, vodka boa… Nessas festas o que não falta é guardanapo e produto de qualidade. O pessoal se esbalda como se estivesse no Ritz em Paris. Coisa fina. Fina como Dani Spielberg.

E no fim da noite…

Palacio da Guanabara

Créditos: Cesar Marinho Costa

No fim da noite, quando construtores e poderosos fumavam seus charutos em ambiente fechado no Palácio da Guanabara, nossa arma secreta se aproximou do governador e começou seu charme.

Quero lembrar que não estava presente no evento. Portanto, o que vou contar é a soma de versões:

Aparentemente, Dani é tipo um Gremlin. Se molhar e/ou alimentar depois da meia noite, ela vira um monstro. Nosso Governador, conquistador e charmoso como todos conhecem, começou a se insinuar pra cima de nossa menin@ e foi enchendo a cara dela de champanhe francês. Daquela marca famosa mesmo.

“Garota” importada

Dani Spielberg é importada de Milão, mas nasceu em Niterói. Quem nasce nessa cidade é chamado de Arariboia – na verdade é niteroiense, mas fica a piada e a referência. Com uns copos a mais de champanhe, ela acabou perdendo o controle. Bêbada e repleta de tesão, Dani começou a atacar o governador ali mesmo, na mesa, ao lado de tantos construtores e investidores bilionários. Isso não poderia dar certo.

E não deu. Tinha linguiça nessa sopa de legumes.

Dizem que, em determinado momento, Dani pôs seu dedo de ET para fora e começou a dar apelidos a ele:

  • – Vem, meu governador! Deixa eu te resgatar, meu soldado Ryan!

Gringa

A mesa toda se entreolhava assustada. Dani, então, pôs seu querido alvo deitado sobre a mesa e lhe tirou as calças. Nosso líder do Poder Executivo se debatia e gritava, pedindo socorro, mas, para Dani, isso era como um desafio, como se ele dissesse “pegue-me se for capaz”.

E Dani foi capaz. Sem carinho, sem calma, sem Amistad, Dani fez o Governador gritar como se ele fosse um tiranossauro atacando visitantes num parque. Todos se assustaram, mas nem os seguranças vieram intervir. Eles sabiam que o governador curte uma mulher com vírgula. Ficaram na dúvida se aquilo era realmente uma violência ou se existia algum tipo de consentimento.

No fundo – desculpem o termo -, todos sabemos que existia consentimento. É tipo aquele seu amigo que diz que estava bêbado e não percebera que beijara um homem no carnaval de Ipanema.

E no fim…

É óbvio que nosso Governador não deixaria barato. Respondendo ao ataque da Arariboia de Milão, ele mandou atacar uma ocupação indígena ao lado do estádio do Maracanã. Nem por isso deixou de ter um affair com nossa Dani Spielberg, que, entre quatro paredes, passou a ter o nome de Tainá Jururuna e usar cocar.

Pronto! Temos o terceiro poder em nossas mãos. Graças a Spielberg, eu sou o Lincoln do Rio de Janeiro.

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