Esquilo segurando uma arma simulando vingança

Rufião – O Rei do Rio: Último Capítulo

“Confira o último capítulo da novela etílica Rufião - O Rei do Rio. Armando encontra Kelly e Alexia com o político que o prendeu tramando planos e cheio de dinheiro. Confira a reta final dessa novela fodástica.”

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Eu fiquei preso por uns meses. Quando saio, o Rio de Janeiro está numa febre de manifestações. Como uma pessoa que acorda de um coma, eu não sabia o que estava acontecendo. Caguei pra tudo e fui pra casa do Político que tinha tentado me dar o cu.

Aqui termina essa pornopopéia.

Manifestação no Brasil

Que que está havendo?

Créditos: Ygor Santamaria

A rua está lotada. A população tomou as ruas. Vestido com a farda que ganhei do comandante, eu furo a segurança e subo para o apartamento do meu alvo. Lá, encontro ele, sua mulher, Kelly, Maggie e Allegra contando dinheiro e colocando em pastas.

  • – Que putaria é essa?! – grito
  • – Armando?! – Kelly, espantada, reage
  • – Eu fico um tempo preso e você já vira aliada desse filho da puta?!

Maggie, a mulher do político e Alexia pegam o dinheiro e vão para um dos quartos. Ficamos eu, o político e Kelly.

  • – Você realmente acha que uma mulher desse nível ficaria do seu lado? – diz o político
  • – Como assim?!
  • – Eu te usei. Confessa Kelly
  • – Você não imaginava isso?! É muito babaca mesmo! – ria o político
  • – Cala a boca que tu queria que eu comesse seu cu!
  • – Eu tava bêbado! Bêbado não conta! E era uma suruba! Você mesmo disse que eu tava bêbado! Nem lembro direito! – gritou o político
  • – Chega! Isso é um assunto que eu tenho que resolver com ele. Separa o dinheiro com as meninas e me espera. A gente deixa esse dinheiro na casa em Angra.

Que porra é essa?

Cachorro dando porrada

Sai pra lá!

Créditos: Diógenes Araújo

O político sai da sala e se reúne no quarto com as outras meninas e sua mulher.

  • – Kelly, me explica essa porra.
  • – Eu conheço o político há um tempo. Cliente fixo meu. A ideia de tomar os Poderes Rio foi dele. Foi assim com o Ministério Público, com a Defensoria Pública, o Tribunal de Contas… Você nos ajudou com o Poder Legislativo e o Judiciário. Você nunca achou estranho o político só nomear homens para cargos de confiança?
  • – Depois que ele tentou me dar o cu, achei que não precisava pensar mais sobre isso. Achava que estava claro.
  • – Ele é muito macho. Certas horas ele gosta de um fio-terra, mas é raro. O que importa, Armando, é que eu falei com ele e todas as acusações contra você serão arquivadas.
  • – Caralho, Kelly, eu jurava que estávamos juntos. Cheguei a achar que você tivesse sentimentos por mim. Sentimentos nobres. Não só tesão.
  • – Nem tesão, nem sentimentos nobres.
  • – Nenhum tesãozinho? Nenhumzinho?
  • – Nenhumzinho. – Kelly responde

Eu começo a chorar.

  • – Os homens acham que as mulheres misturam sexo com amor. Isso é mentira. Sexo é uma coisa qualquer, como andar de bicicleta, fumar um cigarro ou rezar.

Eu vou ao bar do político e pego a garrafa de uísque mais cara da casa dele. Kelly continua:

  • – Não necessariamente a gente transa com tesão ou com amor. Quem nunca fez algo só pra conseguir as coisas. Se os homens não fossem idiotas, vocês não cairiam nesse golpe. Mas o homem é o maior fracasso que deus já fez. O erro não é seu por querer. Deus quis assim. Ele quis que você errasse toda hora. Parabéns por ser mais homem que os outros.
  • – O que me resta fazer? Sem mulher, sem dinheiro e sem emprego? – pergunto
  • – Resta ser homem e fazer merda. É da natureza humana cometer erros. Erre e peça perdão. Sempre funciona. As coisas funcionam assim. – ela responde

Regras da Orgia…

Esquilo segurando uma arma simulando vingança

Vamo acabar com essa porra

Créditos: Baptiste Fallon

É a hora da quarta regra da orgia. “Higiene em primeiro lugar” – eu penso.

Encho o copo de uísque até o topo e viro a dose e caminho até o quarto onde o político fecha as malas com o dinheiro. Coloca a mão na arma que o Comandante me deu e disparo todas as balas pra cima do político. Kelly chega por trás e me abraça:

  • – Meu lindo, deixa a gente ir embora com o dinheiro. Fica tranquilo que você será perdoado.

Alexia, Kelly, Maggie e a mulher do político vão embora com as malas. Depois de mais umas doses eu me entrego.

Não há assassinato. Tal qual um Getúlio Vargas, a notícia veiculada é que o político cometeu um suicídio. Até uma carta de despedida foi forjada. Aparentemente, todos estavam cansados de trabalhar sob as ordens do defunto.

Kelly, Alexia, Maggie e a viúva moram juntas num casarão em Angra. Elas recebem uma pensão pelo cargo que o defunto exerceu por dois mandatos.

Para os Poderes e órgãos do Estado eu estou perdoado. Por enquanto. Tenho que manter meu bico calado sobre as verdadeiras loucuras que vi. Escrever só em tom de ficção. Mentir um pouco pra não dedurar a verdade.

A população comemora o fim desse governo ditatorial como se fosse uma conquista popular. Como essas pessoas se enganam. Essa cidade tem um herói. Eu. Armando Moya. Rufião. O verdadeiro Rei do Rio.

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  • J. Santos

    Acompanhei esta saga a cada capítulo. Muito boa! O desfecho se diferencia dos finais clichês que a maioria dos textos ficam sujeitos. Parabéns e espero textos futuros da mesma qualidade ou melhor.

    Quando beber: Saúde!