Santo Grau: Cachaças Raras de Origem

“O Papo de Bar foi apresentado para duas cachaças raras de origem: Solera Pedro Ximenes (PX) e Solera Cinco Botas, as duas da cachaçaria Santo Grau. Confira!”

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Fala meus nobres, tranquilidade pura? Nós do PdB fomos apresentados a cachaça Santo Grau, que possui três engenhos de produção: um em Coronel Xavier Chaves/MG, outro em Itirapuã/SP e um em Paraty/RJ. Cada uma dessas cidades possui um rótulo referente a elas. Existem ainda outros rótulos sagazes da cachaçaria, mas hoje eu falarei de dois em específico, duas cachaças raras de origem: Santo Grau Solera Pedro Ximenes (PX) e Santo Grau Solera Cinco Botas.

História e origem dos dois rótulos

Fazenda Santo Grau em Paraty

Essa nova linha de cachaças são envelhecidas pelo tradicional sistema de solera em barris de vinhos de Jerez (Sherry Oak Casks), vindos da Espanha. Tive a oportunidade de viajar até o engenho de Itirapuã para ver parte da produção, conhecer a cachaçaria, seus métodos, qualidades, dentre outros. Mas acho que fizeram não olhado pra nós do PdB, pois o tempo estava bem bonito, porém, com uma neblina maldita que só cessou depois das 12h, com isso, perdi meu vôo e não consegui conhecer o engenho. Mas por enquanto, pois vou visitar em breve 🙂

Coisas que eu gosto em bebidas, além do sabor, é quando elas possuem alguma história sagaz por trás dela, além, claro, da sua produção de qualidade, isso é extremamente essencial na nossa opinião. E a Santo Grau, além de história, possui seus belos engenhos centenários sempre respeitando as origens. Esse pra mim é o grande diferencial das cachaças artesanais em comparação com as cachaças de produção industrial estilo “vamos produzir milhões de litros“, esse cuidado artesanal na produção. Fora que sou fã de rótulos, quando eles são bem produzidos ganham um puta destaque, que é o caso de todas as garrafas da Santo Grau. Já vi muitas bebidas que são vendidas em grande quantidade, mas nem possuem muita qualidade, mas seu design chama atenção.

Quem é esse tal de Jerez? E Solera?

As duas cachaças são produzidas através de método diferenciado: um processo de envelhecimento dinâmico e único da região de Jerez, chamado Solera. Com barris empilhados em linha, líquidos antigos e novos se misturam para garantir sempre a mesma qualidade. E tudo isso acontece sob os cuidados rigorosos do nosso engenho em Itirapuã, administrado há cinco gerações pela mesma família e com a mesma dedicação à arte de elaborar cachaças marcantes e saborosas. Entendeu por que eu quis ir pra Itirapuã? Maldita neblina que não me deixou ir, mas me vingarei e vou conseguir visitá-los da próxima vez 🙂

Vamos ver essas duas cachaças raras de origem?

Santo Grau Solera Pedro Ximenes

Santo Grau Solera Pedro Ximenes

Mas por que esse nome? É porque essa cachaça é envelhecida nos mesmos barris de carvalho utilizados para amadurecer o mais antigo vinho de Jerez, o Pedro Ximenes. O resultado é uma cachaça rara e surpreendente. Amadeirada, com cor, sabor e aroma únicos, naturalmente adoçada, o que significa não ter adição de açúcar, olha que maravilha, agora eu posso beber tranquilamente, já que sou diabético.

Contra rótulo da Pedro Ximenes:

A Santo Grau Solera Pedro Ximenes traz uma história de diferentes origens. Barris que envelheceram por muitos anos o mais antigo vinho de Jerez, Pedro Ximenes da Osborne, foram trazidos da Espanha para o engenho da Santo Grau de Itirapuã (SP, desde 1860) para reservar esta cachaça.
A essência do vinho estava impregnada nos tonéis e fez a cachaça naturalmente adoçada. O produto final é esta rara cachaça com características únicas de aroma e sabor. Para ser apreciada em doses que revelam, em cada gole, a trajetória de uma verdadeira bebida.

Santo Grau Solera Cinco Botas

Santo Grau Solera Cinco Botas

Relaxem, essa cachaça não é colocada dentro das botas dos produtores, fiquem tranquilos. É colocada sim em algumas botas, mas não se assustem, essas “botas” na verdade são barris, que em espanhol significa botas, de outro tradicional vinho de Jerez, o Oloroso da Osborne. Tão bom quanto o Pedro Ximenes. Confesso que gostei mais desse nome do que do anterior 😀

Beleza, mas por que cinco?

Tô falando, mais história por trás dela, adoro muito essas paradas. A primeira solera só tinha 5 tonéis, portanto, resolveram batizar a nobre cachaça: Cinco Botas. E o interessante e que ela é amadeirada e com notas de torrado no sabor, algo que eu acho muito bom, adoro tanto amargor quanto torrado nos sabores das bebidas.

Contra rótulo da Cinco Botas:

A Santo Grau Solera Cinco Botas traz uma história de diferente origens. Barris (botas em espanhol) que envelheceram por muitos anos o tradicional vinho de Jerez, Oloroso da Osborne, foram trazidos da Espanha para o engenho da Santo Grau Itirapuã (SP, desde 1860) para reservar esta cachaça. A primeira solera tinha 5 tonéis e batizou a cachaça: 5 botas. Esta rara cachaça, historicamente amadeirada, apresenta aroma único e notas de torrado em seu sabor. Para ser apreciada em doses que revelam, a cada gole, a trajetória de uma verdadeira bebida.

Finalizando

Gostei muito do estilo da Santo Grau. Uma outra garrafa que me chamou bastante atenção foi a Santo Grau Coronel Sec XVIII, armazenada por 10 anos em uma adega de pedra centenária, climatizada. Cara, DEZ ANOS é tempo pra cacete, achei bem interessante e vou experimentá-la. Uma grata surpresa conhecer essa Santo Grau e seus rótulos fodásticos, sempre bom conhecer coisas novas, e principalmente, coisas boas e novas pra nós.

E você, já conhecia a Santo Grau? Já bebeu as duas cachaças raras de origem: Santo Grau Solera Pedro Ximenes (PX) e Santo Grau Solera Cinco Botas? Conte pra nós.

Aquele abraço.

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