A saga de Jeremy envolvendo abuso de poder e batidas com cachaça no Rio de Janeiro

Vista do Rio com uma cachaça Sagatiba

Tenho que confessar: tem horas que ser o Jeremy Joseph é uma das atividades mais recompensantes que faço desde que nasci. Comigo nada é ortodoxo. Fui ao Rio de Janeiro a trabalho (meu outro trabalho) e já havia esquematizado tudo: hotel em Copa, colegas acompanhando e guias de programação nas mãos. Como não podia deixar de ser, esqueci de ligar para todos os meus contatos na cidade, já que estava entretido demais com o trabalho (!), com a minha “motorista” e com o meu colega e a irmã dela (da motorista).

Era uma vez…

Um belo dia, depois da obrigação com o meu remunerador cumprida, resolvi atender ao pedido da motorista: ir ao cinema e comer pipoca. Tudo bem que eu queria beber mais uma caipirinha de uva com maracujá e manjericão, mas essa é uma outra história. Fomos os quatro dentro do carro dela. Vermelhinho, tunado e com os vidros escuros, pegamos o trânsito de cinco da tarde no Rio de Copacabana até a Barra da Tijuca.

Eis que surge uma modafoca

Um fusca policial

Já próximos ao destino, eis que de repente um carro sem placas surge da pista ao lado e nos dá uma fechada. Normal nos dias de hoje. Buzinadinhas de advertência e fim de papo, certo? Nada disso! A mulher que dirigia o carro não identificado não gostou da buzina e parou ao nosso lado anotando a placa.

Foi quando a minha motorista abaixa o vidro e pergunta: “O que você está anotando aí?” Que bizarrice! A sujeita acelerou e parou em frente a quatro policiais, pedindo que nos abordassem! A confusão estava formada! As mulheres começaram a discutir na frente dos policiais, a gritaria foi aumentando até que ouvimos: “Vocês estão presos! Eu sou uma oficial de justiça e tenho o direito de mandar prendê-los por obstrução de meu trabalho e ainda vou multar este carro por direção perigosa!”

É isso mesmo? Fomos fechados ainda acusados de obstrução da justiça e direção perigosa? Eu entendi bem? Eu aqui perdendo meu tempo com uma pessoa acostumada a lidar com quem se intimida com bravatas e declarações de poder inexistente (naquele caso), perdendo o cinema, a pipoca, o divertimento e a oportunidade de conhecer mais bares no Rio de Janeiro?

Macaco dentro de um carro de polícia

"Cala a boa e vambora, cambada de modafoca"

Agora é que vem o mais legal: como aquela senhora nos deu voz de prisão, fomos todos encaminhados à 16ª delegacia de polícia na Barra da Tijuca para esclarecer o ocorrido à delegada. Os policiais putos da vida por ter que ir fazer ocorrência por simples capricho de alguém que se julga acima da lei, meu colega ouvindo música com seus fones de ouvido o tempo inteiro, a motorista, a irmã dela, os policiais e eu batendo papo e rindo da situação. Principalmente quando a servidora pública foi desmentida pelos policiais e ficou com cara de tacho enquanto lembrávamos que a delegacia era em frente ao do Bar do Oswaldo, famoso na cidade por suas batidas com cachaça.

Um carro com várias frutas e cachaças

Agora sim!

Aí é que deu vontade mesmo! Depois daquele estresse todo, não deu outra: saímos de lá com tudo resolvido, uma denúncia contra abuso de poder nas mãos e fomos ao bar em frente! Bebi, com muito gosto, batidas de coco, de caju (essa é nova lá) e de cocujá (coco com maracujá). E são mesmo deliciosas. A cada gole, um sabor encorpado, cremoso e com álcool na medida certa. A cachaça usada, segredo da casa, se faz presente no sabor, melhorando ainda mais a experiência. Bebemos, conversamos, rimos, brindamos ao deboche como forma de combater a prepotência e fomos bem atendidos. Realmente, não é à toa que muita gente fala nessas batidas.

Não preciso nem dizer que um dos ocupantes do carro não bebeu e assumiu o posto de motorista para a nossa segurança e para que eu possa sempre trazer novas histórias para vocês!

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