Beba antes de morrer: Weihenstephaner Vitus

Vamos dar continuidade a nossa série de textos que apresentarão alguns rótulos que devem ser degustados por todo amante do pão líquido que se preze! Reza a lenda que existe um espaço reservado no post mortem sem open bar para todo e qualquer pela saco que despreze a oportunidade de degustar uma dessas estrelas que serão apresentadas neste humilde espaço!

Weihenstephaner Vitus: Difícil falar, fácil beber!

Eu poderia ser sofisticado e dizer que sempre pesquisei sobre as qualidades dessa cerveja, até a primeira experiência… Mentira! Acabei ficando com essa cerveja na cabeça porque não conseguia falar o nome da bendita! Um belo dia eu fotografei a dita cuja e caí pra dentro na pesquisa. É uma Weizenbock, que descobri ser recheada de prêmios interessantes, como o de melhor cerveja do mundo em 2011.

Essa cerveja sopa de letrinhas também é recheada de histórias maneiras, como a de sua maturação extra, feita nas adegas de um monastério. Lembrando disso, segue o meu primeiro e importante aviso: ela tem 7,7% de concentração. Ok, não é nenhum absurdo, mas requer cuidado e respeito, vá com calma, curta a viagem.

Garota dourada: Weihenstephaner Vitus

Garrafa da cerveja Weihenstephaner Vitus

Créditos: David Monroe

A Weihenstephaner te ganha no olhar! Um corpo denso e bastante dourado e de aparência turva se encaixa perfeitamente no colarinho igualmente denso e saboroso. O aroma é marcante e lembra pão! Isso mesmo, simples, lembra pão! Tem uma ou outra coisa mais doce que não consegui identificar muito bem. Apesar do cheiro, o sabor não é de pão, e se aproxima de algo mais doce, tendo uma textura amanteigada e cremosa muito interessante.

Dentro desse sabor e textura, podemos notar a ilustre presença do álcool. Sim, podemos senti-lo, notando que essa não é uma cervejinha pra qualquer faixa branca, amigos. Apesar disso, ela não tem qualquer impeditivo aparente que reduza sua bebilidade.

Mesmo densa, sua digestão é leve e não recomendo que cometam o mesmo erro que eu em uma das minhas experiências. Nada de gelar demais! Ela fica sensacional entre 8 e 10 graus, uma temperatura de consumo que sugere uma belíssima alternativa pra esse nosso inverno.

Ela também não é muito cara, entre 20 e 25 dinheiros, tá bem paga! Não sei se merece essa pompa de melhor do mundo, mas é fundamental beiçar essa loira antes de fazer a passagem!

Até!

Você também gostará desses

Review cerveja: Urthel Parlus Magnificum Review da cerveja Urthel Parlus Magnificum, ótima cerveja holandesa no melhor estilo Belgian Dubbel. Doçura moderada no início do gole, fraco e rápido...
Cantillon: o sabor da fermentação espontânea A descrição de uma experiência bem pessoal: a degustação da complexa e rara Cerveja Cantillon Kriek 2002 Lou Pepe (icone do estilo Lambic).
Harmonização de Saladas e Cervejas pro verão Nesse calor o organismo pede comidas mais leves. E que tal uma harmonização de saladas e cervejas? Veja como harmonizar os tipos de saladas com difere...
Review cerveja: Tsingtao Cerveja oriental degustada e postada. É a Tsingtao, cerveja de origem chinesa do estilo Premium Lager, estilo bem consumido e conhecido pelo Brasil.
Review Cerveja: Eisenbahn Weihnachts Ale Um review especial de natal pros leitores do PdB, a cerveja da vez agora é a Eisenbahn Weihnachts Ale. Provavelmente uma das melhores da família Eisen...
Waggle Dance: Nem tão boa, nem tão barata, mas div... Experimentamos a Waggle Dance, uma cerveja simpática, com uma bela garrafa, cor marcante. Porém, ela peca em alguns aspectos como a espuma, dentre out...