A crise e a cerveja: o paralelo que me assusta

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Um tema recorrente, cansativo e impossível de evitar hoje em dia é a crise econômica mundial. Muita coisa vêm mudando e vai continuar mudando em decorrência dessa crise e nós, que precisamos obrigatoriamente consumir, sentimos os efeitos em nossos bolsos.

Um dos lados bons de ser um amante do etilismo é que, sem dúvidas, o último lugar onde a crise chega é o boteco nosso de cada dia. De formas criativas e originais podemos continuar consumindo o que nos une como se não houvesse amanhã.

Mas porque falar de crise justamente aqui?

Basicamente, por dois motivos. O primeiro é devido a um protesto que me chamou a atenção. Segundo uma nota do G1, as vendas de cerveja caíram quase 10% no Reino Unido. Com isso, a associação de cerveja e dos pubs britânicos organizou um protesto criativo contra o possível aumento dos impostos sobre a cerveja. Vestidos de ‘cerveja’, as pessoas foram para a frente do parlamento pedir que o plano seja revisto.

Beber e gritar, é só começar!

Beber e gritar, é só começar!

No Brasil, o governo também esta preparando um aumento de impostos sobre bebidas, que tem como objetivo aumentar a arrecadação e compensar o corte de impostos de outros produtos. Seria hora de nos unirmos para um protesto também?

O maior problema é que a cultura do brasileiro é completamente diferente da cultura do inglês, e por aqui a bebida causa muito mais transtorno do que alegria. Tudo bem que isso pode ser atribuído para uma minoria, mas não consigo enxergar uma forma eficaz de melhorar a coisa no Brasil se não for atingindo a todos, no bolso e onde mais possa doer.

Prossiga com seu raciocínio.

Temos ai um paradoxo: ser a favor de algo que me prejudica diretamente. Opiniões políticas a parte, tenho pra mim que isso não vai alterar completamente os hábitos daqueles que, da mesma forma que eu, gostam e consomem bebidas rotineiramente. E se cada um precisa mesmo fazer a sua parte pelo bem da economia, que seja dessa forma.

Só mais uma dose, por favor! =D

Só mais uma dose, por favor! =D

E o que devemos esperar disso tudo?

O lado bom de ser frequentador assíduo dos botecos da vida é que, geralmente, é lá o último lugar que a crise escolhe para cobrar seu preço. Você sempre vai ter a disposição aquela cerveja por um preço justo, acompanhado de um bom bate papo com aqueles que estão diariamente com você, criando uma rotina boa de se viver.

Se hoje eu pago R$2,70 numa cerveja, acredito que ela não passará de R$3,00, o que definitivamente eliminará duas ou três fichas do bilhar ou uma dose de amendoim. E acredito que esse seja um sacrifício aceitável para fazer minha parte pela crise.

Como manda a regra, não mudarei meus hábitos de consumo e nem deixarei de fazer meu capital adquirido circular. Um bom economista pode falar melhor a respeito.

Concluindo

Não temam. A cerveja nossa de cada dia continuará gelada, sendo servida de forma amistosa pelo carismático dono do boteco, com uma pequena alta no preço, infelizmente. Mas eu ainda sonho com um lugar onde a cerveja saia do bebedouro e a vodka seja um item de consumo recomendado, deixando de ser um bem supérfluo. Não custa nada sonhar, né?

E você, ta preparado pra crise? O que espera disso em relação aos seus hábitos etílicos?

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