Uma sexta-feira qualquer

“A sexta-feira é dia preferido da semana de muitas pessoas. Melhor até que o sábado. O dia que conseguimos ter trabalho e diversão, sem hora para acordar no dia seguinte. É também o dia que a maioria dos nossos amigos não têm nenhum compromisso importante, e pelo menos irão parar com você no bar para tomar um chope antes de irem pra casa.”

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A sexta-feira é o meu dia preferido da semana. Melhor até que o sábado. É aquele dia que conseguimos ter trabalho e diversão, sem hora para acordar no dia seguinte. É também o dia que a maioria dos nossos amigos não têm nenhum compromisso importante, e pelo menos irão parar com você no bar para tomar um chope antes de irem pra casa.

Não costumo planejar toda as as minhas sextas. Tento começá-las o mais cedo possível…

Começando a sexta-feira…

cachorro bebendo cerveja

Créditos: Igor Smolnikov

17:45 – Dou uma paradinha no bar para um chope rápido após o trabalho com meus colegas de profissão. Esse chope desse redondinho. Provavelmente o melhor do meu fim de semana.

18:10 – Só mais uma cerveja para aliviar o stress. Foi uma semana muito difícil. Eu mereço!

18:30 – Tá na hora de pedir mais uma cerveja. Para um adulto que bebe moderadamente, duas a três cervejas é uma quantidade bastante razoável. E beber moderadamente previne ataques cardíacos.

19:10 – As cervejas estão me deixando lento. Tomo uma coca-cola para acordar um pouco e vou para casa me arrumar. A noite será longa.

20:20 – É hora de encontrar a galera para fazer uma “prézinha”. Tá todo mundo animado. Alguém sugere que está na hora do primeiro shot da noite. Se eu não beber eles vão pensar que sou um covarde. Bebo.

20:35 – Tequila… que merda! É hora de tomar uma cerveja para tirar o amargor que a tequila e o limão deixam na boca.

20:55 – A tequila já fez efeito. Começo e me sentir diferente…eufórico! A próxima rodada é por minha conta.

– Jager pra todo mundo!

Foda-se se alguém não gosta de Jagermeister. Eu que to pagando a porra da bebida!

21:32 – É hora de tomar a saideira e partir para a balada. Uma cerveja vai bem.

22:02 –Chego na porta da balada. Há uma fila razoável e não tem jeito, vou ter que enfrentá-la. Tem um ambulante do lado da fila vendendo cerveja bem geladinha. Pego uma. Não desperdiço meu tempo na fila.

22:35 – To dentro! O clima está começando a ficar animado. Uma garçonete aparece do meu lado e sorridentemente pergunta se quero beber algo. Claro que sim! Mais uma cerveja.

23:00 – Lá se foram duas horas desde a minha última dose de destilado. Chamo a garçonete e peço um Jagermeister.

23:30 – Avisto uma mulher atranente, mas me falta coragem para uma abordagem.

– Mais um shot, por favor!

00:00 – Que merda eu fiz? Dois shots quase seguidos? Bateu a onda! Foda-se, tomo coragem e vou falar com ela.

00:30 – Depois de meia hora de conversa concluo que ela nem era tão interessante assim. Não tem problema, a noite está apenas começando.

– Uma cerveja, por favor!

01:00 –Encontro um amigo das antigas que irá se mudar para outra cidade na próxima semana. Fico feliz em vê-lo e decido oferecer uma bebida para desejar-lhe boa sorte.

“Fulano vai mudar de cidade? Irado! Hummm… foda-se, quero ir pra lá também!”

Nesse momento me dou conta que meus pensamentos estão um pouco fora dos padrões normais.

01:20 – Começa a tocar Just like Heaven do The Cure na pista. Peço outra cerveja e corro. É hora de dançar!

Mais uma dose

Mais uma dose

Créditos: Vladimir Popov / Uhaiun

02:20 – Que sexta maravilhosa! Nada como estar com os amigos em uma farra saudável, deixando todos os problemas da semana saírem dos meus ombros. Me sinto leve. Já nem me lembro do esporro que levei do meu chefe logo depois do almoço. É hora de brindar à vida! Peço mais um shot de Jager.

02:40 – Já bebi bastante. Olho para o relógio e ainda está cedo. Hoje quero sair quando amanhecer. Peço uma água e um copo com gelo.

03:00 –Percebo alguém me olhando e ela é atraente. As bebidas acabaram com toda a minha timidez. Nesse momento me sinto seguro. Provavelmente a pessoa mais atraente do bar. Me aproximo e inicio uma conversa, que é bem recebida.

04:00 – Meus amigos me encontram. Querem tomar a última da noite. Última chamada? Já? Acho que ainda está cedo e estou em excelente cia. Foda-se! Pode ser a saideira para os meus amigos, mas não para mim. Tomo uma tequila e mais uma água em seguida.

04:25 – A noite está chegando ao fim e estou realmente me divertindo. Peço mais uma cerveja. Chega de bebidas pesadas por hoje.

05:00 – Entro na fila do caixa para pagar a conta e continuo acompanhado. Depois de alguns beijos e carícias decidimos ir embora juntos.

07:30 – Abro meus olhos e percebo que já amanheceu. Olho para alto e me vejo refletido no espelho.

“O meu quarto tem espelho no teto? Caralho! Onde eu estou????”

Alguém está respirando muito fundo do meu lado. Ela parece dormir um sono tranquilo, enquanto tento recordar tudo o que fiz na última noite. Lembro-me de alguns shots, algumas cervejas e mais nada. A noite é um branco enorme. Parece que foi apagada da minha mente.

Olho novamente para a mulher deitada do meu lado. Ela não é muito bonita.

“Merda! Que porra eu fiz??!!”.

O pânico tome conta de mim.

Vou no banheiro lavar o rosto. Meus olhos estão vermelhos e me sinto um pouco cansado, mas bem menos do que esperava.

Quando volto para o quarto ela está sentada na cama e me olha com um sorriso largo. Ela está calma e isso é um bom sinal. Pensando bem ela não é feia. É charmosa e feminina. Tem um nariz grande que lhe confere um rosto meio bruto e angelical ao mesmo tempo.

“Vem aqui. Deita e dorme mais um pouco”.

Me deito. Ela acaricia as minhas costas e a minha nuca. O pânico foi embora. Começo a me lembrar dos acontecimentos da noite. Lembro-me de dançar na pista de dança com essa estranha, da fila do caixa, dos beijos na calçada e da caminhada até o motel. Dou uma olhada em volta e não vejo nenhuma camisinha, o que me deixa preocupado. De súbito me levanto e dou uma volta procurando algo no chão.

“Caraaaalhooo!!”.

O pânico novamente toma conta de mim. Desconfortável, digo a ela que tenho que ir embora.

Depois de pensar um pouco pergunto de forma relutante e envergonhada:

“Nós transamos?”.

Ela sorri e diz:

“Se você não voltar pra cama, vai embora sem saber”.

Voltei.

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