O que rolou no Curso de Fabricação de Cerveja

“Post mostrando o que rolou no Curso de Fabricação de Cerveja organizado pela galera da Confraria do Marquês. Cerveja boa, comida idem e muito bate papo etílico.”

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Galera no Curso de Fabricação de Cerveja

E ae meus nobres, depois de um atraso considerável no feedback do curso, aqui estou eu para falar sobre. Como eu tinha dito semana retrasada, eu fui participar de um curso de fabricação de cerveja na Confraria do Marquês. Gostei bastante dessa experiência, não imaginava que fosse tão legal.

Bom, não conseguimos criar uma cerveja, pois o processo é um pouco demorado, mas conseguimos fazer a parte braçal, principal, que dura em torno de 8h mesmo. Falarei mais um pouco sobre esses processos mais a frente.

O curso em si

Tudo começou com um café da manhã bem sagás, uns pães gostosas com umas pastas idem. Sorte minha ter saído de casa sem tomar café da manhã 😀 Depois disso, com a chegada da grande maioria, começou o curso.

O Tiago começou a falar sobre a história da Confraria, porque eles resolveram fazer esse curso, da dificuldade na época de se conseguir informações e produtos, entre outros pontos interessantes. Um detalhe sobre essa história foi quando ele explicou sobre  de onde vem essa tradição cervejeira, de se criar cervejas artesanais, em casa mesmo. Eu não sabia, mas essa é uma tradição com bastante força em países como Estados Unidos e Argentina, fora outros países da Europa.

Os tipos de cerveja

Como todos vocês já sabem, ou pelo menos deveriam saber, a cerveja possui dois grandes grupos, as do tipo Lager e as do tipo Ale. Falamos sobre esses tipos de cerveja um tempo atrás com nosso Mestre Cervejeiro. Falarei mais sobre esses tipos com mais detalhes num futuro próximo, prometo.

Os ingredientes da cerveja

Os grãos da cerveja

São quatro os ingredientes principais para o preparo de uma cerveja: água (logicamente), a cevada malteada (o nobre malte), a levedura (ou fermento, como preferir) e o lúpulo. Falarei sobre esses grãos detalhadamente num futuro próximo, aguardem posts interessantes sobre cerveja 😉

Material necessário para a produção de cerveja

Não é muito caro ter os equipamentos para a produção artesanal de uma cerveja, mas posso dizer que requer um espaço considerável, mas a diversão é garantida, podem acreditar. Abaixo segue o material necessário:

  • 1 caldeirão no 40 com torneira
  • 1 caldeirão no 38 com torneira
  • 1 caldeirão no 38 (opcional)
  • 2 garrafões de água de 20 litros
  • 1 tanque fermentador com torneira
  • 1 “bazooka screen”
  • 1 colher de pau
  • 1 escumadeira
  • 1 jarra de plástico de 1 ou 2 litros
  • 2 metros de mangueira
  • 1 densímetro de massa específica com escala de 1.000 a 1.100
  • 1 proveta de 250ml
  • 1 termômetro cervejeiro (escala de -10 a 110 graus, para laticínios)
  • 1 máquina para colocar chapinhas
  • 1 pulverizador
  • 1 pote pequeno de vidro com tampa metálica
  • álcool (sem ser cerveja, ok? álcool mesmo)
  • 30 tampinhas metálicas (varia de acordo com qntas garrafas for fazer)
  • 30 garrafas de cerveja 600ml (também variável e existem outras opções)
  • forças nos braços, vocês saberão por quê

Bastante coisa né? Algo que achei interessante foi que eles disseram que é melhor você fazer seu próprio caldeirão e não comprar com torneira e termômetro, são muito caros e você não tem muito controle sobre a qualidade. No futuro eu mostrarei os melhores lugares para se comprar esses produtos 😉

Ingredientes para a produção de cerveja

Lembrando que a quantidade pode variar de acordo com a litragem que você deseja fabricar e claro, que tipo de cerveja você deseja fabricar 😉 E o tipo de cerveja que o pessoal da Confraria decidiu fazer foi o American Pale Ale. Me corrijam se eu estiver errado 🙂

  • 4kg de malte pilsen moído
  • 1kg de maltes especiais e/ou torrados
  • 30 gramas de lúpulo de amargor ou amargor aromático
  • 1 envelope de fermento Ale (de alta fermentação) seco (ainda não há fermento líquido de boa qualidade no Brasil)
  • 40 litros de água
  • Açúcar refinado (o açúcar comum, cerca de 160 gramas)

Colocando a mão na massa

Quadro com as etapas da produção da cerveja

No início tem que moer o malte pilsen. É um trabalho chato, mas nosso camarada Mauro arrumou uma “gambiarra” e esse trabalho não durou nem cinco minutos 😀 Mas o início de tudo mesmo é a criação da receita, pois sem ela o projeto não anda, certo? 😉

Fase quente e fase fria

Burla medindo

Do quadro acima nós fizemos toda a fase quente e depois conseguimos chegar até a parte da aeração do mosto, da parte fria. A parte quente se baseia, grossamente falando, em colocar a água junto com os maltes moídos pra ferver, depois retirar todo o líquido, ferver mais água, piriri pororó, etc e tal. Falarei mais detalhadamente sobre esses passos em um post especial.

Eu participei um pouco da parte de recirculação, que é colocar o líquido retirado de volta no caldeirão passando por uma escumadeira, para ter a redistribuição correta e não “afundar” logo de cara.

Aeração e chacoalhamento

Lembra que eu falei que tinha que ter força nos braços? Sim, é verdade. Imagina você ter que pegar um garrafão de água de 20 litros, com mais de 10 litros de mosto e ter que chacoalhar aquilo? No início é mole mole, tranquilo, leve. Depois de alguns minutos o bicho pega, fica difícil manter o ritmo. E eu fui convidado pra fazer essa parte. Eram dois garrafões, mas logicamente que só deu pra fazer com um, não sou de ferro também né? 🙂

Fermentação

Como eu falei anteriormente, não deu pra fazer o restante da produção, pois a fermentação requer um tempo de descanso em uma temperatura correta. É um estágio importantíssimo e que se não tiver a medição correta da temperatura, pode dar merda.

Resumindo

Galera beliscando uns petiscos

O curso ainda conta com uns aperitivos e um almoço bem regado. Fora que rola muita cerveja, como não poderia deixar de ser. E claro, nunca que no curso da Confraria iríamos ter cervejas pilsens tradicionais como Skol, Brahma e afins, tivemos a honra de experimentar as cervejas produzidas pela Confraria, inclusive uma receita do Mauro de uma cerveja de mais de 11% de teor alcoólico. Todas muito boas, além de um chopp escuro da Mistura Clássica, bem torrado, do jeito que eu gosto.

Foi um investimento relativamente barato, me diverti bastante, aprendi coisas sobre cerveja que todos os adoradores deveriam saber. Recomendo bastante e a apostila é muito boa e vai servir completamente para o conteúdo futuro do blog, inclusive algumas coisas citadas nesse post foram retiradas dessa apostila, valeu Confraria 😉

Finalizando

Foi um prazer imenso conhecer toda a Confraria, toda não que ficou faltando o Pedro, mas deixa pra próxima. Já falei com eles que no próximo curso alguns frequentadores do PdB participaram do curso, recebi vários emails falando sobre o curso, pessoas querendo participar e prometo conseguir algum desconto pra vocês. Não é Mauro? 😀

No mais, cerveja boa, comida boa e um papo no mesmo nível. E o mais legal foi ver a galera chegando pra mim e perguntando:

Você que é o cara do Blog?

Todo mundo elogiando, gostando muito, tanto do design quanto o conteúdo, fiquei muito feliz com isso, dá um gás pra eu continuar com frequência postando pra vocês. Não somente eu, mas como a equipe do Blog todo 🙂

Deixo aquele abraço e em breve mais posts de qualidade sobre fabricação de cerveja 😉

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  • Guilherme

    Mt maneiro o post! Mas eu queria saber quanto custa em média todos esses utensílios e os ingredientes que você citou pra começar a fazer cerveja artesanal…

    Vlw

  • Fala Guilherme, falarei mais especificamente sobre cada produto num post separado, de preparação de cerveja 😉

    Abraços e obrigado

  • Raimundo Pereira dos

    Prezado amigo Dono do Bar, é muita satisfação que agradeço a vv.ss. pelo artigo "Papo de Bebado" do curso de serveja artesanal, está muito ótimo, pricipalmente as receitas, ainda falta o prazo de fermentação do levedo para depois finlizar o produto !!!! Se for possível manda-me o restante do segredo da fabricação da serveja artesanal que serei muito grato por tudo.

    e-mail: [email protected] ou fone:(62) 3225-4498 – Goiania-Go. – Raimundo Pereira dos Santos.